Açúcar fecha em alta e amplia ganhos em NY; analista aponta tendência de realização de lucros
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Os preços do açúcar encerraram a sessão desta terça-feira (30) em alta, dando sequência à valorização dos últimos dias, sustentada por sinais de demanda aquecida no mercado físico.
Apesar da expectativa de agentes por uma baixa entrega física no contrato outubro/25, as entregas somaram 1,58 milhão de toneladas, volume acima da média de oito anos (1,47 milhão de toneladas) e muito superior ao driver anterior, julho/25, que havia registrado 169 mil toneladas.
De acordo com Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, o crescimento de 6% em relação à média histórica sinaliza uma demanda firme no curto prazo. “Essa demanda aquecida vai sustentar os preços do açúcar, que já estão altos, lembrando que a semana anterior foi quase toda de ganhos em Nova Iorque”, destacou, ressaltando que novas altas também foram registradas no início desta semana.
Entretanto, Muruci pondera que a sustentação tende a ser limitada. “Quando a gente tem um período de mais de uma semana de alta acumulada, a expectativa de realização de lucros é muito elevada. Nosso grande alerta é que essas altas, por mais que tenham o suporte das entregas físicas elevadas no outubro/25, não é uma garantia de que o mercado irá engrenar uma tendência de alta”, explicou.
Segundo ele, a trajetória em Nova Iorque segue dentro de uma tendência de baixa iniciada no começo do ano. “Como esses ganhos estão contextualizados dentro de uma tendência de baixa de longo prazo, há uma grande expectativa por realização de lucros. Se não acontecer nesta semana, muito provavelmente ocorrerá na semana seguinte”, reforçou o analista.
Muruci avalia que os preços tendem a buscar equilíbrio em torno dos 16 cents/lbp. “Claro que pode cair de 16 cents/lbp, mas esse é o ponto de equilíbrio no curto prazo”, completou, lembrando ainda do cenário de superávit projetado para a safra internacional 2025/26.
Em Nova Iorque, o outubro/25 subiu 8 pontos, cotado a 16,10 cents/lbp (+0,50%). O março/26 avançou 15 pontos, a 16,60 cents/lbp (+0,91%). O maio/26 também registrou valorização de 15 pontos, encerrando a 16,14 cents/lbp (+0,94%), enquanto o julho/26 ganhou 14 pontos, a 15,98 cents/lbp (+0,88%).
Na Bolsa de Londres, o dezembro/25 fechou a US$ 468,30 por tonelada, com alta de US$ 6,00 (+1,30%). O março/26 avançou US$ 5,70, cotado a US$ 462,50 por tonelada (+1,25%). O maio/26 subiu US$ 5,00, para US$ 461,00 por tonelada (+1,10%), enquanto o agosto/26 encerrou a US$ 459,00 por tonelada, alta de US$ 4,30 (+0,95%).
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