Preços do açúcar têm nova recuperação e fecham em alta nas bolsas de NY e Londres
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Os preços do açúcar iniciaram a semana em alta nas bolsas internacionais, impulsionados pela continuidade da cobertura de posições vendidas depois das mínimas registradas na semana passada. Na última quinta-feira, os futuros negociados em Nova Iorque chegaram aos níveis mais baixos dos últimos cinco anos, estimulando movimentos técnicos de recuperação.
Em Nova Iorque, o contrato março/26 avançou 0,22 cent, encerrando a 14,65 cents/lbp. O vencimento maio/26 subiu 0,18 cent, para 14,23 cents/lbp, enquanto o julho/26 ganhou 0,15 cent, cotado a 14,13 cents/lbp. Já o outubro/26 valorizou 0,12 cent, fechando o dia em 14,36 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o movimento também foi de recuperação. O contrato dezembro/25 registrou ganho de 760 pontos, a US$ 423,30/tonelada, enquanto o março/26 avançou 440 pontos, para US$ 415,20/tonelada. O maio/26 teve alta de 330 pontos, negociado a US$ 410,60/tonelada, e o agosto/26 subiu 280 pontos, encerrando a US$ 406,20/tonelada.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o diretor-presidente da G7 Agro Consultoria, João Baggio, afirmou que o mercado passou de uma projeção de déficit global para um superávit de até 2,5 milhões de toneladas, impulsionado pelo clima favorável ao desenvolvimento das safras em grandes produtores, especialmente na Índia e Tailândia.
Baggio destacou ainda que o etanol vem apresentando maior rentabilidade em relação ao açúcar, levando as usinas a destinarem mais cana para o biocombustível. O mix para o açúcar, que havia atingido 55% em agosto, caiu para 48,24% na primeira quinzena de outubro, movimento que também busca evitar uma pressão adicional sobre os preços internacionais do adoçante.
O diretor projeta ainda uma produção de cana-de-açúcar entre 620 e 640 milhões de toneladas no Centro-Sul do Brasil em 2026, em um contexto de preços já deprimidos por um excedente global.
“Quem não fechou preços aguardando valores melhores vai sentir muita dificuldade no ano que vem”, alertou Baggio.
Para ele, o diferencial entre as usinas será a produtividade agrícola, já que maior rendimento por hectare ajuda a reduzir custos. “O que vai balizar o próximo ano será eficiência na produção e no gerenciamento de custos”, concluiu.
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