Açúcar mantém estabilidade em NY, mas cotações continuam entre as menores dos últimos anos
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Nesta quinta-feira (06), o mercado do açúcar mantém estabilidade nos preços em Nova York, com o contrato março/26 negociado a 14,12 cents de dólar por libra-peso, praticamente no mesmo patamar do fechamento anterior (diferença de apenas 0,01 ponto). O maio/26 segue tendência similar, cotado a 13,77 cents com variação de apenas 0,02 pontos, enquanto o julho/26 permanece inalterado a 13,71 cents. Em Londres, o mercado opera em queda, com o dezembro/25 cotado a US$ 412,40 por tonelada (-0,07%).
Os preços do açúcar recuaram significativamente na quarta-feira, com o açúcar em Nova York registrando a menor cotação em cinco anos para os contratos futuros mais próximos. A principal pressão vem de sinais de safra maior na Índia, segundo maior produtor mundial, após a Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) elevar sua estimativa de produção para 2025/26 de 30 para 31 milhões de toneladas na terça-feira - alta de 18,8% ante o ano anterior.
Paralelamente, a ISMA reduziu sua projeção para açúcar destinado à produção de etanol na Índia de 5 para 3,4 milhões de toneladas, liberando maior volume para exportação. No Brasil, a Conab também revisou para cima sua estimativa de produção 2025/26, de 44,5 para 45 milhões de toneladas.
A recente onda de vendas, que se estende há um mês, levou os preços em Nova York às mínimas de cinco anos na quarta-feira, enquanto Londres atingiu mínimas de 4,75 anos na quinta-feira passada. A Datagro projeta que a produção do Centro-Sul brasileiro em 2026/27 crescerá 3,9% ante o ano anterior, atingindo recorde de 44 milhões de toneladas.
As projeções de excedente global se multiplicam: o BMI Group estima superávit de 10,5 milhões de toneladas para 2025/26, enquanto a Covrig Analytics projeta excesso de 4,1 milhões de toneladas para o mesmo período. Este cenário de abundante oferta global continua pressionando as cotações e redefinindo as expectativas de preços para o setor.
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