Açúcar recua e safra no Centro-Sul caminha para o fim com foco no etanol
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Nesta quarta-feira, o mercado do açúcar tenta recuperar, mas mantém campo negativo nas negaciações internacionais, com o contrato de março/26 negociado a 14,80 cents/lb em Nova Iorque (-0,13%) e a US$ 422,90 por tonelada em Londres (-0,02%). Paralelamente, a safra 2025/2026 na região Centro-Sul do Brasil desacelera: na segunda quinzena de novembro, a moagem foi de 15,99 milhões de toneladas, queda em relação aos 20,27 milhões do ciclo anterior. No acumulado, o processamento atingiu 592,27 milhões de toneladas, um recuo de 1,92%. O encerramento das atividades se intensificou, com 52 unidades parando na quinzena; até o início de dezembro, 173 usinas já haviam finalizado a safra, restando apenas 144 em operação, contra 196 no mesmo período do ano passado.
A qualidade da cana apresentou melhora pontual, com o ATR atingindo 133,78 kg/t na quinzena (+6,80%), embora o acumulado da safra (138,33 kg/t) ainda registre retração de 2,50%. A produção de açúcar na quinzena caiu 32,94%, somando 724,06 mil toneladas, reflexo da mudança no mix de produção, que favoreceu o etanol pela sétima quinzena consecutiva. Apenas 35,52% da matéria-prima foi destinada ao adoçante, enquanto o etanol absorveu 64,48%. No acumulado, a produção de açúcar soma 39,90 milhões de toneladas.
A produção de etanol na quinzena foi de 1,18 bilhão de litros, com destaque para o etanol de milho, que representou 31,64% do total fabricado no período. As vendas totais do biocombustível em novembro somaram 2,70 bilhões de litros. No mercado doméstico, o etanol hidratado teve retração de 11,14% nas vendas, enquanto o anidro cresceu 7,60%. Por fim, o mercado de créditos de descarbonização segue robusto: segundo a UNICA, somando os CBios disponíveis e os aposentados, o setor já dispõe de 116% dos títulos necessários para cumprir a meta de 2025.
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