Contratos do açúcar reagem nesta sexta-feira (16) após pressão de baixa ao longo da semana

Publicado em 16/01/2026 09:57
Eficiência nos portos e demanda chinesa sustentam exportações, mas receita cai 24% em 2025

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Após acumular perdas ao longo da semana, o mercado do açúcar opera com ganhos nesta sexta-feira (16), buscando uma recuperação técnica. Em Nova Iorque, o contrato com vencimento em março de 2026 é negociado a 14,83 cents de dólar por libra-peso, uma valorização de 1,78%, enquanto os vencimentos de maio e julho avançam 1,62% e 1,48%, respectivamente. Em Londres, a commodity acompanha o otimismo e sobe 1,63%, cotada a US$ 425,00 por tonelada.

A reação ocorre após as cotações terem atingido mínimas recentes na quinta-feira, pressionadas pelos dados robustos da safra na Índia. A Federação Nacional de Cooperativas do país asiático informou que a produção de açúcar saltou 21% entre outubro e meados de janeiro, totalizando 15,9 milhões de toneladas, o que trouxe peso aos fundamentos de oferta global.

Paralelamente à volatilidade dos preços futuros, o Brasil consolidou sua posição de liderança no mercado físico em 2025. Segundo relatório da Datagro, com base em dados da Secex, as exportações brasileiras em dezembro registraram um leve avanço de 2,9% na comparação anual, somando 2,912 milhões de toneladas. No acumulado do ano, o país embarcou 33,774 milhões de toneladas. Embora esse volume represente uma queda de 11,7% em relação ao recorde histórico de 2024, trata-se do segundo maior montante já registrado para o período.

Esse desempenho foi sustentado pela competitividade do produto nacional e por melhorias na infraestrutura logística, que permitiram maior agilidade no escoamento e levaram os importadores a operarem com estoques mais baixos, confiando na regularidade da reposição brasileira.

Financeiramente, no entanto, o cenário foi marcado por retração devido à desvalorização da commodity. O preço médio da tonelada exportada em dezembro caiu para US$ 374,55, o menor nível desde novembro de 2021, resultando em uma queda de 19,4% na receita mensal. No acumulado de 2025, o faturamento totalizou US$ 14,109 bilhões, um recuo de 24,2% frente ao ano anterior.

Entre os destinos, a China firmou-se como o principal comprador, importando 4,739 milhões de toneladas ao longo do ano, um crescimento expressivo de 56,9%, seguida pela Índia e pela Argélia. No mix de produtos, houve um destaque para o açúcar branco (refinado) em dezembro, cujos embarques cresceram 31,6%, enquanto o açúcar bruto apresentou leve recuo.

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Por:
Ericson Cunha
Fonte:
Notícias Agrícolas

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