Açúcar fecha em baixa nesta 2ª feira (23) com queda do petróleo
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Os preços do açúcar fecharam em baixa nesta segunda-feira (23) nas bolsas internacionais, pressionados pela queda expressiva nos preços do petróleo bruto, que estimulou a liquidação de posições compradas nos contratos futuros do adoçante.
Na Bolsa de Nova Iorque, os recuos foram generalizados. O maio/26 caiu 0,18 cent (-1,15%), fechando a 15,52 cents/lbp. O julho/26 perdeu 0,13 cent (-0,82%), para 15,70 cents/lbp. O outubro/26 recuou 0,08 cent (-0,50%), encerrando a 16,07 cents/lbp, enquanto o março/27 teve baixa de 0,06 cent (-0,36%), terminando o dia cotado a 16,70 cents/lbp.
Em Londres, o movimento também foi negativo. O maio/26 registrou queda de US$ 2,70 (-0,60%), fechando a US$ 448,70 por tonelada. O agosto/26 caiu US$ 1,70 (-0,37%), para US$ 452,60 por tonelada. O outubro/26 perdeu US$ 1,20 (-0,26%), encerrando a US$ 455,10 por tonelada, enquanto o dezembro/26 recuou US$ 0,70 (-0,15%), fechando a sessão a US$ 456,70 por tonelada.
O principal fator de pressão veio do mercado de energia. A queda acentuada do petróleo levou investidores a realizarem lucros recentes e reduzirem posições compradas no açúcar, após a forte valorização registrada nas últimas semanas.
Apesar disso, o mercado ainda encontra algum suporte em meio às interrupções no fornecimento global. De acordo com a Covrig Analytics, o fechamento do Estreito de Ormuz reduziu em aproximadamente 6% o comércio mundial de açúcar, restringindo a produção de açúcar refinado e limitando quedas mais intensas nas cotações.
Outro fator relevante no cenário internacional é o retorno das usinas indianas ao mercado exportador. Segundo informações da Reuters, produtores do país fecharam cerca de 100 mil toneladas métricas de embarques em apenas uma semana, movimento favorecido pela desvalorização da rúpia e pela recuperação recente dos preços globais, que voltou a tornar as vendas externas economicamente viáveis.
De acordo com a agência, esses embarques do segundo maior produtor mundial devem ajudar consumidores da Ásia e da África a garantir suprimentos a custos mais baixos, mesmo em um ambiente de fretes elevados e preços internacionais próximos das máximas em vários meses.
Em avaliação de um negociante de Mumbai ouvida pela Reuters, a guerra no Oriente Médio alterou rapidamente a dinâmica do mercado. Segundo ele, o conflito elevou os preços globais do açúcar ao estimular expectativas de maior demanda por etanol, ao mesmo tempo em que pressionou a moeda indiana para níveis historicamente baixos.
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