Açúcar segue em queda nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (1º)
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O mercado de açúcar voltou a operar em queda nas principais bolsas internacionais nesta quarta-feira (1º), dando continuidade ao movimento de baixa observado no início da semana. A pressão vem principalmente do avanço da produção no Brasil, enquanto fatores externos seguem no radar.
Na bolsa de Nova Iorque, o contrato com vencimento em maio era negociado a 15,18 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 340 pontos por volta das 11h (horário de Brasília). Já o contrato de julho/26 registrava queda de 320 pontos, cotado a 15,36 cents/lbp.
Em Londres, o movimento também era de baixa. O contrato de maio era negociado a US$ 439,70 por tonelada, com recuo de 880 pontos. Já o vencimento de agosto apresentava desvalorização de 890 pontos, sendo cotado a US$ 443,10.
Produção brasileira segue pressionando cotações
O aumento da produção de açúcar no Brasil continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre os preços. Na última sexta-feira, a Unica informou que a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26 (de outubro a meados de março) totalizou 40,25 milhões de toneladas, alta de 0,7% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. No mesmo intervalo, o percentual de cana destinado à produção de açúcar avançou para 50,61%, ante 48,08% no ano passado.
Apesar da pressão da oferta, os preços encontram algum suporte em meio às preocupações com o fornecimento global. O fechamento do Estreito de Ormuz tem provocado interrupções logísticas relevantes. Segundo a Covrig Analytics, a restrição reduziu em cerca de 6% o comércio mundial de açúcar, impactando especialmente a produção de açúcar refinado.
Altas recentes ainda influenciam o mercado
O mercado também reflete o movimento de valorização observado nos últimos dias. Na segunda-feira, os preços do açúcar em Nova Iorque atingiram o maior nível em cinco meses e meio, enquanto em Londres alcançaram a máxima em seis meses, impulsionados pela recente alta do petróleo bruto.
A valorização do petróleo, que chegou a renovar máximas no início do mês, tende a elevar os preços do etanol e pode incentivar as usinas ao redor do mundo a direcionarem mais cana para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar.
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