Presidente da Câmara Setorial do Açúcar e Álcool diz que aumento da mistura de etanol na gasolina é uma medida estratégica e oportuna
O governo federal estuda a possibilidade de ampliar a mistura de etanol anidro na gasolina, passando dos atuais 30% para 32%. A proposta, em análise no âmbito do Ministério de Minas e Energia (MME), integra as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro e busca reduzir a exposição do mercado interno à volatilidade dos preços internacionais dos combustíveis fósseis. De acordo com o presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, a possível elevação da mistura pode contribuir para equilibrar o mercado. “Essa decisão, é estratégica e oportuna para o setor sucroenergético”, afirma.
Pedro Campos Neto destaca que a discussão ocorre em um momento considerado importante para o setor sucroenergético, que projeta aumento expressivo na produção de etanol na próxima safra. “Diante de uma perspectiva de safra, com aumento de produção de etanol em cerca de 4 bilhões de litros, tanto da cana quanto do milho, é preciso encontrar espaço para destinar esse volume. Esse aumento da mistura deve chegar na hora certa para acomodar esse mercado e também para ajudar a enfrentar à volatilidade dos preços internacionais do petróleo”, reitera.
Caso seja autorizada, a nova composição — tecnicamente chamada de E32 — poderá ser implementada ainda no primeiro semestre deste ano, dando continuidade ao escalonamento iniciado em 2025, quando o percentual subiu de 27,5% para 30%. A legislação vigente permite que a mistura chegue a até 35%, desde que haja comprovação de viabilidade técnica por meio de estudos.
A possível elevação da mistura, segundo Pedro Campos Neto, pode contribuir para equilibrar o mercado e projetar positivamente o Brasil. “Além de favorecer o escoamento da produção, a medida em estudo também está alinhada à política de transição energética, ao ampliar a participação de biocombustíveis na matriz nacional e reduzir a emissão de poluentes. O Brasil já é referência global no uso de etanol e, com a possível ampliação da mistura, pode avançar ainda mais na consolidação de uma matriz energética mais limpa e sustentável”, afirma.
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