Reabertura do Estreito de Ormuz derruba preços do açúcar nas bolsas nesta 6ª feira

Publicado em 17/04/2026 11:18
Movimento acompanha a forte queda do petróleo, que reagiu rapidamente à reabertura da principal rota de escoamento energético do mundo

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A reabertura do Estreito de Ormuz trouxe impactos imediatos aos mercados globais e pressionou os preços do açúcar nas primeiras horas após o anúncio feito pelo Irã nesta sexta-feira (17). Segundo o governo iraniano, todos os navios poderão circular livremente pela passagem durante o período restante da trégua, que se estende até a próxima quarta-feira (22).
Por volta das 11h (horário de Brasília), o contrato de maio do açúcar em Nova Iorque registrava queda de 28 pontos, negociado a 13,38 cents por libra-peso. O vencimento de julho acompanhava o movimento, cotado a 13,52 cents por libra-peso.
Na bolsa de Londres, os recuos foram ainda mais intensos. O contrato de agosto caía 64 pontos, para US$ 411,90 por tonelada, enquanto o vencimento de outubro recuava 57 pontos, negociado a US$ 411,10 por tonelada.

Petróleo e efeito em cadeia

O movimento de baixa do açúcar acompanha a forte queda do petróleo, que reagiu rapidamente à reabertura da principal rota de escoamento energético do mundo.

Por volta das 10h10, o barril do tipo Brent recuava 10,42%, cotado a US$ 89,03. Já o WTI caía 11,11%, a US$ 84,17.
A relação entre energia e açúcar é direta. Em cenários de petróleo mais caro, o etanol ganha competitividade frente aos combustíveis fósseis, levando usinas a direcionarem mais cana para a produção do biocombustível e reduzindo a oferta de açúcar no mercado global.
Com a queda abrupta do petróleo após a reabertura do estreito, esse suporte ao açúcar perde força, pressionando ainda mais as cotações internacionais no curto prazo.

Logística e comércio global

Além do impacto energético, o mercado também monitora os efeitos logísticos. Durante o período de restrições no estreito, o fluxo global de commodities foi afetado, incluindo o açúcar. 

De acordo com a Covrig Analytics, as limitações na região chegaram a reduzir em cerca de 6% o comércio global da commodity, principalmente ao dificultar rotas de transporte e o abastecimento de refinarias em mercados dependentes da região.
A reabertura tende a normalizar gradualmente esse fluxo, o que, por outro lado, também reforça a percepção de oferta mais ampla no mercado internacional.

Cessar-fogo e incertezas

O anúncio marca um dos primeiros sinais concretos de distensão no conflito no Oriente Médio. A reabertura do Estreito de Ormuz era uma das principais demandas dos Estados Unidos nas negociações com o Irã.
Desde o início das tensões, no fim de fevereiro, a passagem considerada estratégica por concentrar cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás, vinha operando com restrições, elevando os prêmios de risco e sustentando os preços da energia.

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Por:
Andréia Marques I @andreia.marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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