Açúcar fecha em alta com suporte do petróleo e valorização do real
Os preços do açúcar encerraram esta quinta-feira em alta nas principais bolsas internacionais, sustentados pela valorização do petróleo e pelo fortalecimento do real frente ao dólar.
Na bolsa de Nova Iorque, o contrato de maio foi negociado a 13,73 cents por libra-peso, com avanço de 30 pontos.
Em Londres, os ganhos foram mais expressivos. O contrato de outubro do açúcar subiu 380 pontos, sendo cotado a US$ 422 por tonelada.
Suporte externo
A alta do petróleo foi um dos principais fatores de sustentação do mercado. A commodity avançou mais de 3% no dia, movimento que tende a favorecer o setor sucroenergético.
Com preços mais elevados do petróleo, o etanol ganha competitividade frente aos combustíveis fósseis, levando as usinas a direcionarem mais cana para a produção do biocombustível. Como consequência, há uma redução potencial da oferta de açúcar no mercado internacional, o que dá suporte às cotações.
Outro fator relevante foi a valorização do real. A moeda brasileira atingiu o maior nível em cerca de dois anos frente ao dólar, o que desestimula as exportações e contribui para sustentar os preços internacionais do açúcar.
Mercado interno
No Brasil, no entanto, o cenário segue pressionado no mercado físico. A combinação de demanda mais fraca e expectativa de maior oferta, com o avanço da safra 2026/27, mantém em queda as cotações do açúcar cristal branco no mercado spot paulista.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, compradores atuaram de forma mais cautelosa na última semana, aguardando possíveis novas desvalorizações diante da perspectiva de maior disponibilidade.
Do lado da oferta, o início da safra já começa a influenciar o mercado. Embora as usinas ainda estejam em fase inicial de produção, o avanço gradual da moagem reforça a percepção de aumento da oferta no curto prazo.
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