Açúcar avança com força da energia e retoma níveis mais altos no mercado internacional

Publicado em 28/04/2026 16:09
Valorização da gasolina impulsiona etanol e sustenta cotações, enquanto maior produção em países-chave limita avanços mais expressivos.

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Os preços do açúcar encerraram a sessão desta terça-feira (28) em alta nas principais bolsas internacionais. Em Nova York, a commodity avançou e atingiu o maior nível em duas semanas e meia, sustentada pela valorização dos combustíveis. Em Londres, o açúcar também registrou alta.

O contrato maio do açúcar em Nova York fechou com ganho de 28 pontos, cotado a 14,23 cents por libra-peso.

Na bolsa de Londres, o adoçante foi negociado a US$ 432,90 por tonelada, com valorização de 580 pontos.

O suporte aos preços veio, principalmente, do mercado de energia. A gasolina alcançou o maior patamar em cerca de 3,75 anos, impulsionando também os preços do etanol. Esse movimento tende a incentivar usinas ao redor do mundo a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar no mercado global.

Safra 2026/27

No Brasil, essa dinâmica já começa a se refletir nas projeções oficiais. Em seu primeiro levantamento para a safra 2026/27, a Conab indicou queda de 0,5% na produção de açúcar, estimada em 43,95 milhões de toneladas, enquanto a produção de etanol deve crescer, acompanhando a maior atratividade do biocombustível.

Além do fator energético, o mercado também monitora o cenário internacional de oferta e demanda. Apesar da recente recuperação dos preços, ainda há pressão vinda da expectativa de maior produção em importantes origens, como Índia e Tailândia, o que limita avanços mais consistentes das cotações. Por outro lado, o aumento das importações por países asiáticos, com destaque para a China, tem ajudado a dar algum suporte ao mercado no curto prazo.”

A relação com o petróleo segue no radar dos investidores. Com a energia mais cara, o mix das usinas tende a favorecer o etanol, fator considerado altista para o açúcar ao limitar a disponibilidade do produto no mercado internacional.
 

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Por:
Andréia Marques I @andreia.marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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