Etanol hidratado sobe nas usinas de SP com impacto de chuva após 8 quedas semanais, diz Cepea
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SÃO PAULO, 25 Mai (Reuters) - Os preços médios do etanol hidratado nas usinas tiveram alta de 1,27% na semana passada, após oito quedas semanais consecutivas, com agentes citando paralisações pontuais na moagem de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo devido a chuvas, afirmou nesta segunda-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Algumas usinas optaram por se afastar temporariamente das negociações, enquanto outras mantiveram postura mais firme nas ofertas, sustentando os valores em patamares mais elevados, segundo análise do centro de estudos da Esalq/USP.
De 18 a 22 de maio, o indicador do etanol hidratado teve média de R$2,2492/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins).
Para o etanol anidro, por outro lado, as baixas persistem, com o Cepea registrando média de R$2,5493/litro, recuo de 0,73% na comparação com a semana anterior.
O Cepea acrescentou que as distribuidoras atuaram na retirada de volumes adquiridos anteriormente, e que o número de novas negociações permaneceu limitado, indicando que estoques formados nas semanas anteriores foram suficientes para atender à demanda imediata.
Desde que iniciou a sequência anterior de quedas, ao final de março, o preço do etanol hidratado nas usinas registrou baixa de cerca de 25%.
Nas bombas, o repasse tem sido mais lento. Na semana passada, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o etanol hidratado recuou 1,97% no mesmo comparativo, a R$3,99/litro.
O Cepea ponderou que as perspectivas para a safra 2026/27 permanecem positivas, apesar das interrupções pontuais provocadas pelas chuvas recentes em São Paulo, maior produtor de etanol do país.
De modo geral, o acumulado de precipitações em abril e maio favoreceu o desenvolvimento dos canaviais em parte do centro-sul, melhorando as expectativas de produtividade.
Analistas privados têm afirmado que o centro-sul poderá produzir um volume recorde de etanol, com usinas destinando mais cana para o biocombustível, em detrimento do açúcar, com as produtividades agrícolas mais elevadas e também com o crescimento da fabricação do etanol de milho.
(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)
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