Açúcar fecha em queda nesta 5ª, com pressão do petróleo e interferência da geopolítica
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A quinta-feira (4) foi de perdas generalizadas para as commodities agrícolas, mas o açúcar conseguiu amenizar as perdas no fechamento do pregão na Bolsa de Nova Iorque. Ainda assim, porém, o dia terminou no vermelho.
O mercado segue pressionado pelas baixas do petróleo - que refletem o quadro no Oriente Médio e uma possibilidade de acordo entre Irã e EUA, além de um cessar-fogo entre Líbano e Israel -, e também por fundamentos do setor, em especial as ligadas à oferta.
"A fraqueza do petróleo bruto pressiona os preços do etanol e pode levar as usinas de açúcar do mundo todo a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção de açúcar em vez de etanol, aumentando assim a oferta do adoçante", afirma a equipe de análises do Barchart.
Mais cedo, os preços até tentaram consolidar um movimento de recuperação técnica, mas perderam força.
A perspectiva de ampla oferta global de açúcar segue pesando sobre os futuros nas bolsas internacionais, com Londres também registrando perdas nesta quinta-feira, e a força das exportações da Tailândia, a segunda maior fornecedora do mundo, também é um fator negativo para os preços. As exportações tailandesas entre janeiro e abril de 2026 aumentaram 29% em relação ao ano anterior, atingindo 1,6 milhão de toneladas.
De outro lado, os preços do açúcar encontram suporte nas preocupações com o El Niño e os impactos que podem trazer à produção de cana na Ásia.
"O surgimento do El Niño provavelmente reduzirá as chuvas no Brasil, na Índia e na Tailândia, as três maiores regiões produtoras de açúcar do mundo. O serviço meteorológico da Índia reduziu recentemente sua estimativa de precipitação acumulada para a temporada de monções de junho a setembro para 90% da média histórica, ante os 92% previstos em abril", complementou o Barchart.
No Brasil, o mercado não operou em função do feriado de Corpus Christi. E nesta sexta-feira (5), o ritmo deverá ser mais contido entre os negócios no cenário doméstico, com muitas companhias emendando o feriado e criando um feriado prolongado.
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