Açúcar avança nas bolsas internacionais e contratos renovam máximas nesta quarta-feira

Publicado em 12/08/2026 11:36
Preço segue sustentado por projeções de déficit global, queda na produção do Brasil e preocupações com o clima na Índia

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Os preços do açúcar seguem em alta nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (12), mantendo o movimento de valorização observado nas últimas sessões. Em Nova Iorque, as cotações avançam mais de 20 pontos, enquanto em Londres os ganhos chegam a 450 pontos, sustentados pela perspectiva de uma oferta global mais restrita na safra 2026/27 e pelas preocupações com a produção em importantes regiões produtoras.

Por volta das 11h (horário de Brasília), o contrato de outubro em Nova Iorque era negociado a 14,96 cents por libra-peso, alta de 23 pontos. Já o contrato março/27 avançava 22 pontos, a 17,93 cents por libra-peso.

Em Londres, o contrato de outubro era comercializado a US$ 515,80 por tonelada, avanço de 450 pontos. O contrato dezembro subia 400 pontos, a US$ 514,00 por tonelada.

Oferta global mais restrita sustenta preços

Na véspera, o açúcar ampliou a forte alta acumulada na última semana e fechou nos maiores níveis em meses nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, a cotação alcançou a máxima em 10 meses, enquanto em Londres o açúcar branco atingiu o maior valor em 15 meses.

O movimento continua relacionado à percepção de uma oferta global mais apertada em 2026/27. Na Europa, a combinação de seca e temperaturas elevadas deve reduzir a produção de açúcar da União Europeia e do Reino Unido para 14,98 milhões de toneladas, o menor volume em 11 anos, segundo dados da S&P Global Energy.

No Brasil, maior produtor mundial de açúcar, a produção do Centro-Sul também apresentou retração. Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) mostraram que as usinas produziram 3,903 milhões de toneladas de açúcar em junho, queda de 26,3% em relação ao mesmo mês da safra anterior.

Mercado monitora déficit na safra 2026/27

Desde a mínima registrada em cerca de cinco meses, em 30 de julho, as cotações acumulam forte recuperação diante das revisões nas estimativas para o balanço global de açúcar.

A Covrig Analytics passou a projetar déficit mundial de 300 mil toneladas em 2026/27, revertendo a previsão anterior de superávit de 100 mil toneladas.

A Green Pool Commodity Specialists também elevou sua estimativa de déficit para 3,3 milhões de toneladas, ante 1,76 milhão de toneladas anteriormente. Já a StoneX passou a projetar um déficit de 1,7 milhão de toneladas, acima dos 550 mil toneladas estimados anteriormente.
As condições climáticas na Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar, também seguem influenciando as decisões dos investidores.

Em 31 de julho, o Departamento Meteorológico da Índia informou que as chuvas de monção previstas para agosto e setembro provavelmente ficarão abaixo do normal. O Ministério de Ciências da Terra também alertou que a temporada deste ano pode ser a mais fraca em 11 anos.
 

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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