Açúcar fecha em forte alta e Londres atinge maior valor em 16 meses

Publicado em 17/08/2026 16:15 e atualizado em 17/08/2026 16:46
Perspectivas de déficit global e queda na produção em importantes regiões produtoras sustentam as cotações nas bolsas internacionais.

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Os preços do açúcar fecharam em forte alta nesta segunda-feira (17) nas bolsas internacionais, ampliando os ganhos registrados ao longo de agosto. Em Londres, o açúcar branco atingiu o maior valor em 16 meses, enquanto o mercado segue sustentado pelas perspectivas de uma oferta global mais restrita nas próximas safras.

Em Nova Iorque, o contrato de outubro fechou em alta de 27 pontos, negociado a 16,87 cents por libra-peso. Em Londres, o contrato de outubro avançou 118 pontos, para US$ 523,00 por tonelada.

Déficit global sustenta preços

As cotações vêm acumulando forte valorização neste mês diante das projeções de redução na oferta mundial de açúcar. Em Nova Iorque, os preços atingiram a maior cotação em um ano na última quarta-feira (12), enquanto Londres renovou nesta segunda-feira a máxima em 16 meses.

Entre as estimativas que sustentam o mercado está a da Covrig Analytics, que passou a projetar um déficit global de 300 mil toneladas na safra 2026/27, revertendo a previsão anterior de superávit de 100 mil toneladas.

A Green Pool Commodity Specialists também ampliou sua estimativa de déficit para 3,3 milhões de toneladas, ante 1,76 milhão de toneladas projetados anteriormente. Já a StoneX elevou sua previsão para 1,7 milhão de toneladas, acima dos 550 mil toneladas estimados em maio.

A Czarnikow também revisou seu balanço para 2026/27, passando de uma previsão de superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas.

Perspectiva para 2027/28 também é de déficit

O cenário de oferta mais apertada também aparece nas projeções para a safra seguinte. Na última sexta-feira, a Czarnikow estimou um déficit global de 2,9 milhões de toneladas de açúcar em 2027/28.

Segundo a empresa, a produção mundial deve recuar 0,7%, para 177 milhões de toneladas, em meio à redução no plantio de cana-de-açúcar e beterraba e aos impactos das condições climáticas em importantes regiões produtoras.
Índia, União Europeia e Tailândia estão entre os países e regiões apontados como mais vulneráveis aos problemas climáticos.

Europa deve registrar menor produção em 11 anos

Na Europa, a combinação de seca e temperaturas elevadas deve reduzir a produção de açúcar da União Europeia e do Reino Unido para 14,98 milhões de toneladas neste ano, segundo dados da S&P Global Energy.

Se confirmado, o volume será o menor em 11 anos. A perspectiva de menor produção europeia reforça as preocupações com a disponibilidade da commodity e contribui para sustentar as cotações internacionais.


 

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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