Algodão recua após fortes altas e contratos caem mais de 2% em Nova York
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Os preços do algodão encerraram a sessão desta quarta-feira (2) em queda na Bolsa de Nova York, com todos os contratos registrando perdas. O vencimento dezembro/26 recuou 2,62 cent (-2,86%), encerrando o dia cotado a 88,93 cents/lb.
O contrato outubro/26 caiu 3,63 cent (-4,03%), para 86,38 cents/lb. Já o março/27 perdeu 2,38 cent (-2,54%), fechando a 91,30 cents/lb, enquanto o maio/27 registrou baixa de 2,15 cent (-2,27%), terminando a sessão a 92,77 cents/lb.
No mercado brasileiro, as cotações do algodão em pluma avançaram em agosto, favorecidas pela firmeza dos vendedores e pelas valorizações externas. Segundo o Cepea, porém, após permanecer acima da paridade de exportação por sete meses consecutivos, o preço doméstico ficou, em média, 1,5% abaixo desse parâmetro em agosto, situação que não era observada desde dezembro de 2025.
No cenário externo, pesquisadores do Cepea destacam que os preços foram impulsionados pelas condições desfavoráveis das lavouras dos Estados Unidos, especialmente no Texas, onde o calor intenso e a seca aumentam os riscos de redução da produção e, consequentemente, da oferta global. A valorização do petróleo no mercado internacional também contribuiu para sustentar os valores da pluma.
No Brasil, ainda de acordo com o Cepea, os agentes estiveram atentos aos avanços da colheita e do beneficiamento da safra 2025/26, priorizando os contratos a termo, especialmente os destinados à exportação. Com isso, a disponibilidade de lotes permaneceu limitada no mercado spot, levando compradores com necessidade imediata a pagar mais por novas aquisições, sobretudo quando encontravam a qualidade desejada.
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