Chuvas derrubam produção de açúcar no Centro-Sul em 42,5% na 1ª quinzena de setembro

Moagem de cana também recua, enquanto produção de etanol deve ter queda menos intensa no período
Publicado em 25/09/2026 15:59

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A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil deve registrar uma forte retração na primeira quinzena de setembro, com as chuvas reduzindo o ritmo de colheita e moagem de cana-de-açúcar. A estimativa é de 2,09 milhões de toneladas, queda de 42,5% em relação às 3,6 milhões de toneladas produzidas no mesmo período do ano passado.

Os números fazem parte de uma pesquisa realizada com dez analistas e divulgada pela equipe da Platts, da S&P Global Energy, na noite de quarta-feira (24).

A redução na produção acompanha o ritmo mais lento das usinas. A moagem de cana deve somar 29,8 milhões de toneladas, recuo de 35,4% frente aos 46,1 milhões de toneladas processados na primeira metade de setembro de 2025.

As chuvas registradas na região dificultaram o avanço das operações no campo e, consequentemente, reduziram a quantidade de matéria-prima disponível para processamento pelas unidades produtoras.

Cana dividida entre açúcar e etanol

De acordo com a pesquisa, 49,85% da cana processada deve ser destinada à fabricação de açúcar na primeira quinzena de setembro. Os outros 50,15% seguem para a produção de etanol.

Com uma parcela maior da matéria-prima direcionada ao biocombustível, a queda projetada para a produção de etanol é menor do que a observada no açúcar.

A expectativa dos analistas é de uma produção de 1,89 bilhão de litros de etanol, incluindo o produto feito a partir do milho. O volume representa uma redução de 18,7% ante os 2,33 bilhões de litros registrados um ano antes.

ATR também recua

Além da menor quantidade de cana processada, a qualidade da matéria-prima também aparece como um fator de atenção.

O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador que mostra a quantidade de açúcares disponíveis na cana para a produção de açúcar e etanol, deve ficar em 147,53 quilos por tonelada no período.

O resultado representa uma queda em relação aos 154,59 kg/t registrados na primeira quinzena de setembro do ano passado. A redução indica menor quantidade de açúcares recuperáveis por tonelada de cana processada.

Assim, o cenário projetado para a primeira metade de setembro combina chuvas, menor moagem e redução do ATR, pressionando a produção de açúcar do principal polo sucroenergético do país.


 

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