Açúcar recupera parte das perdas e volta a subir nas bolsas de Nova Iorque e Londres

Cotações avançam após forte correção na véspera, enquanto chuvas no Brasil e perspectivas de déficit global seguem no radar dos investidores
Publicado em 09/10/2026 12:03

Logotipo Notícias Agrícolas

Os preços do açúcar operam em alta nesta sexta-feira (9), recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior nas bolsas de Nova Iorque e Londres. O movimento ocorre após uma forte correção provocada pela realização de lucros, depois de os contratos atingirem máximas de vários meses no início da semana.

Por volta das 11h30 (horário de Brasília), o contrato de açúcar mundial nº 11 para março de 2027, em Nova Iorque, era negociado a 20,39 centavos de dólar por libra-peso, alta de 24 pontos. Em Londres, o açúcar branco nº 5 para dezembro avançava 300 pontos, a US$ 544,10 por tonelada.

Na quinta-feira (8), os contratos fecharam em forte queda. Em Nova Iorque, o recuo foi de 3,26%, enquanto em Londres a baixa chegou a 2,63%, com os fundos realizando lucros após a valorização acumulada nas duas semanas anteriores. A valorização do dólar também contribuiu para pressionar as cotações.

Chuvas no Brasil mantêm preocupação com a oferta

Apesar da correção recente, as condições climáticas no Brasil continuam entre os principais fatores observados pelo mercado. As chuvas persistentes no Centro-Sul, principal região produtora de cana-de-açúcar do país, vêm atrasando a colheita e interrompendo a moagem em algumas usinas, restringindo a disponibilidade de açúcar no curto prazo.

Os dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) reforçam a preocupação com a oferta. A produção de açúcar do Centro-Sul caiu 26,3% em junho, para 3,903 milhões de toneladas.

O cenário também aparece nas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) reduziu a estimativa para a produção brasileira de açúcar em 2026/27 de 42,5 milhões para 42,2 milhões de toneladas.

Déficit global sustenta as cotações

As perspectivas de um balanço global mais apertado também ajudam a dar suporte aos preços. A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projeta déficit de 200 mil toneladas em 2026/27, após um superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas na temporada 2025/26.

Na Tailândia, a Thai Sugar Millers Corp. prevê queda de 17% na produção em 2026/27, para cerca de 10 milhões de toneladas. O país é o segundo maior exportador mundial de açúcar.

A Covrig Analytics também estima déficit global de 300 mil toneladas em 2026/27. Para 2027/28, a Czarnikow projeta um déficit de 2,9 milhões de toneladas, com a produção mundial recuando 0,7%, para 177 milhões de toneladas. Entre os fatores de risco estão problemas climáticos na Índia, na União Europeia e na Tailândia.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário