Chuvas acima da média atrasam colheita de cana e ameaçam produção no Sudeste

Excesso de umidade em áreas de São Paulo aumenta o número de dias sem operação no campo e pode transferir parte da matéria-prima para a próxima safra
Publicado em 21/10/2026 12:21

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O excesso de chuvas em áreas produtoras do Sudeste tem dificultado o avanço da colheita de cana-de-açúcar e pode trazer reflexos para a produção de açúcar e etanol. Em São Paulo, especialmente nas regiões mais a leste do estado, os volumes registrados em outubro vêm superando a média e os índices observados no mesmo período do ano passado, reduzindo as oportunidades de trabalho das máquinas no campo.

A avaliação é de Fellipe Reis, analista da EarthDaily. Segundo ele, quando a chuva diária chega a pelo menos 8 milímetros, há possibilidade de perda de um dia de colheita, dependendo das condições da área. Em algumas regiões do leste paulista, os efeitos já foram sentidos na primeira quinzena do mês, com cerca de dois dias e meio a três dias de operação comprometidos.

“Tem chovido bastante, tem chovido acima da média e também acima do ano passado. Então, vai ter cana que deveria ter sido colhida nesta temporada e que vai para a próxima”, afirma o analista.

O atraso preocupa porque a cana que deixa de ser colhida dentro do calendário previsto pode passar para o ciclo seguinte. Esse deslocamento altera o ritmo de moagem e pode reduzir o volume de matéria-prima processado na safra atual, com possíveis impactos sobre a produção de açúcar e etanol.

Além do volume acumulado, a distribuição das chuvas ao longo do mês é um fator importante para o planejamento das operações. Períodos chuvosos mais frequentes reduzem as janelas disponíveis para a entrada de máquinas nas lavouras e dificultam a continuidade dos trabalhos.
 

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