Açúcar: contratos futuros em Nova Iorque podem recuar para 15 centavos de dólar, aponta analista

Jim Wyckoff identifica tendência de baixa nas cotações e aponta aumento da produção indiana, petróleo mais barato e desvalorização do real entre os fatores de pressão sobre o mercado internacional.
Publicado em 05/11/2026 13:39

Os preços internacionais do açúcar seguem sob pressão e podem encontrar espaço para novas quedas nas próximas sessões. A avaliação é do analista Jim Wyckoff, em análise publicada pela Barchart, que identifica uma tendência técnica de baixa nos contratos futuros negociados em Nova Iorque.

Segundo o especialista, os contratos com vencimento em março de 2027 (SBH27) atingiram, nesta semana, o menor patamar em seis semanas. A movimentação também é acompanhada por indicadores gráficos que reforçam o cenário negativo no curto prazo.

"Os vendedores têm a vantagem técnica no curto prazo", afirma Wyckoff, ao destacar o comportamento do indicador MACD, que permanece em território baixista, com a linha principal abaixo da linha de sinal e ambas apontando para baixo.

Além dos fatores técnicos, o mercado encontra pressão em fundamentos relacionados à oferta e ao cenário macroeconômico. Entre os principais pontos estão o aumento da produção de açúcar na Índia, a queda nas cotações do petróleo bruto e a desvalorização do real frente ao dólar.

De acordo com o analista, esse conjunto de fatores também favorece a comercialização de açúcar indiano no mercado internacional, ampliando a pressão sobre as cotações.

Níveis técnicos no radar

Na avaliação de Wyckoff, uma eventual queda dos contratos de março de 2027 abaixo do suporte de 18 centavos de dólar por libra-peso poderia abrir espaço para um movimento mais intenso de desvalorização.

Nesse cenário, o analista estabelece como referência um objetivo de baixa em 15 centavos de dólar por libra-peso ou até abaixo desse nível.

Já a resistência técnica está posicionada em 19,25 centavos de dólar por libra-peso. O patamar é apontado como referência para uma ordem de proteção contra eventuais movimentos de alta.

O especialista ressalta, ainda, os riscos envolvidos nas operações com contratos futuros e opções de commodities. Segundo ele, esse tipo de negociação exige conhecimento dos instrumentos financeiros, compreensão da exposição ao risco e avaliação da capacidade de suportar possíveis perdas.

Análise de Jim Wyckoff, publicada pela Barchart. O autor informou não possuir posições diretas nos ativos mencionados na data de publicação. As informações têm caráter exclusivamente informativo e não constituem recomendação de investimento.
 

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