Chuvas trazem melhores perspectivas para o plantio na Argentina
Os produtores de soja da Argentina já encontram melhores perspectivas para o plantio após as intensas chuvas que começaram a cair na tarde desta quinta-feira (31) em algumas províncias de importância agrícola do país. O plantio se encontrava em atraso por conta da falta de umidade no solo.
Com uma possível superfície cultivada de 20 milhões de hectares, a Argentina deve produzir algo em torno de 53 e 54 milhões de toneladas.
Uma vez que a Argentina é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja, a produção expressiva deve ocasionar em uma queda no preço da oleaginosa.
O centro-norte de Santa Fe e o norte de Entre Rios, até ontem, não possuiam disponibilidade hídrica para iniciar a semeadura. Até então, foram plantados apenas 4,6% da superfície projetada, com avanço de 2,2%.
O plantio de milho também foi beneficiado pelas volumosas chuvas. Mas, para algumas áreas, as chuvas chegaram muito tarde, ocasionando em uma redução na safra.
A superfície cultivada com milho deve ser significantemente menor do que a prevista. Serão 3,64 milhões de hectares ante 4 milhões do ciclo anterior.
A colheita do milho deve chegar a 23 milhões de toneladas. Em 2012/13, este número era de 26 milhões. O Ministério de Agricultura da Argentina estimava uma produção de 30 milhões de toneladas.
Tradicionalmente, o plantio do milho na Argentina tem início em setembro e vai até novembro. O plantio tardio se prolonga até dezembro.
Segundo a Bola de Cereais de Buenos Aires, até ontem (31) havia sido semeada 31,8% da superfície projetada de milho. O número significa um avanço de 8%, mas atraso de 5,2% em relação à safra passada.
O atraso no milho deve provocar a tendência para o plantio tardio e a migração para o cultivo da soja, mais rentável e em melhores condições. A Argentina é o terceiro exportador mundial de milho e precisa de 800mm de chuva até dezembro nas áreas em que o clima está mais seco.
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