Argentina: Comissão de Agricultura estuda projeto de lei sobre risco climático na agricultura
A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados da Argentina, comandada por Luis Basterra, formou um grupo de trabalho no qual os assessores técnicos dos legisladores irão debater um projeto de lei a respeito do risco climático agropecuário no país.
Em sua primeira reunião, o grupo de trabalho recebeu o doutor em Economia e consultor do Programa de Competitividade Norte Grande do Ministério da Economia, Miguel Fusco. O especialista focou sua exposição nos modelos de cobertura dos riscos climáticos e nos instrumentos financeiros de mercado que podem ser utilizados.
O economista convidado assegurou que a gestão do risco se baseia na importância de poder diferenciar entre o risco e a incerteza dado que para avaliar a primeira - possibilidade esperada de perdas - se devem ter os riscos definidos para avaliar corretamente o impacto.
Fusco definiu que os riscos que afetam aos produtores são os climáticos (secas e inundações são os mais comuns), os riscos de preços, os financeiros, os institucionais (derivados de políticas públicas ou medidas do governo) e os produtivos (como as pragas).
"É importante realizar uma percepção correta dos riscos por parte dos produtores. Muitas vezes os produtores possuem uma percepção errada. No entanto, registramos que há uma grande influência das questões políticas em suas percepções que nem sempre correspondem ao cenário concreto", explicou Fusco.
O economista apontou também que hoje em dia há economias regionais com uma baixa cobertura de seguros. Ele reforçou que os produtores devem ser diferenciados. "Os pequenos e médios produtores não são iguais, tampouco as várias regiões. Para gerar um índice de riscos, é necessário muita informação, e essa precisa ser verificada, estável e sustentável ao longo do tempo", acrescentou.
A temática continuará a ser estudada pela Comissão de Agricultura argentina em 26 de novembro.
Com informações da Bolsa de Cereais de Buenos Aires
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