Com La Niña, inverno traz preocupação para produtores de milho no Paraná
A chegada do inverno traz a possibilidade de chuvas mal distribuídas durante o ciclo do milho segunda safra, além de geadas em áreas suscetíveis e a baixa luminosidade característica do período. Estes fatores podem reduzir a produtividade de algumas lavouras, de acordo com a agrometeorologista, Heverly Morais, do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater).
Já as lavouras de trigo, triticale, aveia e cevada não devem enfrentar problemas. “Exceto no caso de eventuais geadas nas fases de florescimento e espigamento”, explica a pesquisadora.
Como já vem ocorrendo no outono, este inverno deve se caracterizar pelo ingresso de massas de ar gelado provenientes do Polo Sul e, também, pela ocorrência de chuvas um pouco abaixo do normal, causando alguns episódios de estiagem no Estado.
Os modelos climáticos indicam a permanência da atividade do fenômeno La Niña, com intensidade de fraca a moderada.
O fenômeno climático La niña se caracteriza pela diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico tropical central e oriental, o que influencia os padrões de chuva e temperatura de todo o planeta.
Alerta Geada
Em operação até setembro o Alerta Geada é um serviço que publica diariamente um boletim informativo sobre as condições meteorológicas e a evolução de massas polares no Estado.
Pode ser acompanhado no aplicativo IAPAR Clima — disponível gratuitamente na App Store e no Google Play —, nas páginas do IDR-Paraná, do Simepar e, ainda, pelo telefone (43) 3391-4500.
Além do boletim diário, um pré-alerta é emitido e amplamente divulgado com 48 horas de antecedência quando há aproximação de massas de ar frio com potencial para causar danos à agropecuária. Caso as condições persistam, novo aviso é expedido em até 24 horas antes da possível ocorrência do fenômeno.
Os alertas de geada também podem ser recebidos por mensagem no aplicativo Telegram.
Em caso de geada prevista, o IDR-Paraná orienta os agricultores a adotarem medidas para prevenir ou reduzir danos às culturas sensíveis a baixas temperaturas.
Recomenda-se o cuidado para com as lavouras de café de até dois anos, hortaliças, mudas de frutíferas tropicais recém-plantadas e viveiros de plantas sensíveis. Entre as opções de proteção aplicáveis, conforme a cultura, estão aquecimento, irrigação e cobertura das mudas. As granjas de aves e suínos também devem ser aquecidas.
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