Furacão Polo volta a ganhar força e pode atingir novamente a Categoria 5 no Pacífico
O Furacão Polo, que chegou à Categoria 5 nesta semana, voltou a ganhar força nesta sexta-feira (25) sobre o Oceano Pacífico e tinha previsão de recuperar a intensidade máxima da escala Saffir-Simpson. Na noite de quinta-feira (24), o sistema apresentava ventos sustentados de 240 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).
O Polo chamou atenção não apenas pela força, mas pela velocidade com que se intensificou. Em apenas 24 horas, os ventos máximos aumentaram em cerca de 167 km/h, levando o sistema de uma tempestade tropical a um furacão de Categoria 5. A NASA classificou o processo como uma intensificação explosiva e destacou que o fenômeno está entre os mais rápidos já registrados no Pacífico Oriental.
Voo dentro do furacão
A intensidade do Polo também foi medida diretamente por uma aeronave Hurricane Hunter, da NOAA. O avião atravessou o sistema para coletar informações sobre ventos, pressão e estrutura interna do furacão.
Durante uma dessas incursões, os instrumentos indicaram ventos próximos de 285 km/h, ajudando os meteorologistas a avaliar com maior precisão a força do ciclone. A aeronave também registrou imagens do olho bem definido do Polo, cercado por uma estrutura compacta de nuvens.
Esses voos são importantes porque os dados coletados diretamente dentro dos furacões ajudam a melhorar as previsões de intensidade e trajetória e permitem aos cientistas compreender melhor os mecanismos envolvidos na rápida intensificação dos sistemas.
Polo segue próximo ao México
Na quinta-feira (24), o Polo permanecia sobre o Pacífico, a cerca de 315 quilômetros a sudoeste de Manzanillo, no estado mexicano de Colima.
O sistema avançava para oeste a aproximadamente 19 km/h e apresentava pressão central de 935 hPa.
Mesmo sem previsão de atingir diretamente o litoral sul do México naquele momento, as bandas de chuva do furacão provocaram chuvas intensas, ventos fortes e condições perigosas no mar. Houve registros de alagamentos e impactos na faixa costeira, enquanto autoridades mantiveram atenção para o risco de inundações e deslizamentos.
O NHC informou que não havia, na noite de quinta-feira, avisos costeiros em vigor para o sudoeste do México, mas recomendou que moradores da Baja California Sur acompanhassem a evolução do sistema. A previsão indicava possibilidade de aproximação da península nos próximos dias.
Um dos furacões mais intensos do Pacífico Oriental
O Polo também entrou para os registros históricos pela intensidade alcançada. Dados do NHC indicam que o sistema chegou a uma pressão mínima de 892 hPa e ventos máximos de cerca de 287 km/h, colocando-o entre os furacões mais intensos já observados no Pacífico Oriental. (
A formação ocorreu em um ambiente de águas excepcionalmente quentes. Segundo a NASA, áreas do Pacífico próximas à costa mexicana apresentavam temperaturas da superfície do mar até cerca de 3°C acima da média para o período, fornecendo energia para o rápido fortalecimento do sistema.
Apesar da influência do El Niño sobre a atividade de ciclones no Pacífico, especialistas ouvidos pela NASA ressaltam que não é possível atribuir diretamente a rápida intensificação do Polo apenas ao fenômeno. Outros fatores atmosféricos e oceânicos também contribuíram para a evolução excepcional do furacão.
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