Rio Grande do Sul entra em alerta vermelho para inundação do Rio Uruguai; chuva forte deve continuar
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A situação das chuvas continua preocupante no Rio Grande do Sul. A Defesa Civil Estadual emitiu, na manhã desta quinta-feira (8), alerta vermelho para risco muito alto de inundação do Rio Uruguai em Uruguaiana, na Fronteira Oeste. O aviso permanece válido até as 9h10 desta sexta-feira (9), período em que a previsão indica a continuidade das instabilidades sobre o Estado.
A orientação é para que a população acompanhe os comunicados da Defesa Civil municipal e consulte o plano de contingência da cidade para saber quais medidas devem ser adotadas em caso de avanço das águas. Em situações de emergência, os contatos são Brigada Militar, pelo 190, e Corpo de Bombeiros Militar, pelo 193.
O alerta ocorre em um cenário de rios já elevados e com previsão de mais chuva. Em Uruguaiana, o nível do Rio Uruguai chegou a 9,20 metros na manhã de quarta-feira (7), aproximadamente 70 centímetros acima da cota de inundação, estabelecida em 8,50 metros.
A cheia já obrigou moradores a deixar suas casas. Ao menos 57 pessoas estavam fora de casa em Uruguaiana, principalmente nos bairros Santo Antônio e Mascarenhas de Moraes. Parte foi encaminhada para abrigos, enquanto outras pessoas buscaram apoio em casas de familiares ou permaneceram próximas às residências atingidas.
Temporais devem atingir o Estado nesta quinta-feira
Além da elevação dos rios, o Rio Grande do Sul enfrenta nesta quinta-feira uma nova rodada de tempo severo. A combinação de uma frente fria com uma área de baixa pressão e a formação de um ciclone favorece a organização de áreas de instabilidade sobre o Estado.
A previsão indica chuva forte, temporais, granizo e rajadas de vento que podem superar os 90 km/h. As instabilidades devem começar a atuar entre a madrugada e a manhã, com uma linha de tempestades se deslocando pelo território gaúcho.
O risco de temporais abrange praticamente todas as regiões do Estado, incluindo Oeste, Campanha, Sul, Centro, Missões, Noroeste, Norte, Vales e Serra.
Os volumes de chuva previstos variam, em geral, entre 10 e 80 milímetros, mas algumas áreas, principalmente no Oeste e nas Missões, podem registrar acumulados próximos ou superiores a 100 milímetros.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também mantém avisos de tempestade para o Rio Grande do Sul, com áreas classificadas em níveis de perigo potencial e perigo.
Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a chegada das instabilidades deve provocar pancadas de chuva e possibilidade de temporais. Os episódios mais intensos podem vir acompanhados de vento forte e aumentar o risco de alagamentos, principalmente em locais que já apresentam problemas de drenagem.
Chuva deve continuar na sexta-feira
O tempo não deve firmar completamente na sexta-feira (9). Mesmo depois do deslocamento da frente fria, a presença de umidade continuará alimentando áreas de instabilidade sobre o Rio Grande do Sul.
A previsão é de pancadas frequentes e possibilidade de novos temporais, com chance de granizo e rajadas superiores a 70 km/h.
O cenário preocupa principalmente as regiões que já receberam grandes volumes de chuva. A persistência das precipitações pode provocar novos alagamentos, enxurradas e elevação dos níveis dos rios, aumentando a pressão sobre áreas que ainda enfrentam os efeitos das cheias anteriores.
Chuva já provocou estragos em diferentes regiões
O atual episódio de instabilidade se soma aos danos provocados pelas chuvas que atingiram o Sul do país nos últimos dias.
No Rio Grande do Sul, 33 municípios haviam registrado ocorrências até a noite de segunda-feira. Entre os problemas estão quedas de árvores e muros, alagamentos e pessoas que precisaram deixar suas casas. Em Araricá, uma pessoa ficou ferida. Na capital, Porto Alegre, o Palácio da Polícia também foi atingido pela água, deixando um dos sistemas da estrutura temporariamente inoperante.
Em Santa Catarina, a combinação de chuva intensa, vento forte e granizo provocou destelhamentos e deixou moradores desalojados e desabrigados. São Lourenço do Oeste esteve entre os municípios mais afetados.
No Paraná, os temporais também provocaram ocorrências, incluindo quedas de árvores, destelhamentos e retirada de famílias de áreas atingidas. Em Ponta Grossa, o teto de um ginásio de uma escola municipal desabou, causando danos à estrutura.
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