Bons preços de mercado devem incentivar produção de trigo em São Paulo

Publicado em 12/02/2020 14:25
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Representantes do setor paulista se reúnem para debater perspectivas do grão na reunião da Câmara Setorial de Trigo

Com quase todo o volume de trigo da última safra comercializado e bons preços de mercado, representantes do setor voltam a se encontrar no próximo dia 18 de fevereiro, em Capão Bonito (SP), para a primeira reunião do ano da Câmara Setorial de Trigo do Estado de São Paulo.

Os participantes debaterão as estimativas para o grão no estado e as perspectivas para 2020. “Chegamos para este primeiro encontro com um clima bem otimista para a safra deste ano, tendo em vista os bons preços praticados nos últimos meses, fator que deve incentivar o aumento do plantio no estado”, afirma o presidente da Câmara, Nelson Montagna.

Segundo Montagna, 2019 foi um ano de desafios para a cadeia, que apesar de fechar o período com volume de produção de aproximadamente 260 mil toneladas do grão, enfrentou instabilidade climática e também de mercado. “Os moinhos, em sua grande maioria, tiveram que absorver os aumentos dos custos do trigo, repassando apenas parte nos preços de vendas das farinhas”, destaca.

Além do reporte das cooperativas, com a estimativa de plantio para a próxima safra, o grupo também acompanhará uma rápida apresentação sobre a conjuntura mundial do trigo, que será apresentada pelo representante da Cofco, Zak Batatt, e elegerão o novo presidente e vice-presidente da Câmara Setorial.

ICMS no triticale

A isenção do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) na comercialização de triticale dentro do Estado de São Paulo, que entrou em vigor na última terça-feira (04/02), também será um dos temas da reunião.

Opção de mescla para os moinhos na fabricação de farinhas direcionadas a mercados que não precisam de um produto com força de glúten, o triticale passa a ser uma alternativa aos produtores paulistas, que podem retomar o cultivo do grão de forma mais competitiva.

Com o novo decreto, os 18% de ICMS não serão cobrados do produtor ao longo da cadeia de processamento. Só haverá tributação o produto final processado que utilizar triticale na sua composição.

“Seguimos com o propósito da Câmara de reunir os elos da cadeia do trigo paulista para debater em conjunto os desafios e melhorias para que todo o setor cresça e ofereça cada vez mais qualidade ao mercado”, finaliza Montagna.

Fonte:
Sindustrigo

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