Trigo sobe mais de 80 pts nesta 2ª feira em Chicago e se consolide acima dos US$ 12 por bushel
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O mercado do trigo retoma seus negócios nesta semana ainda com fortes altas e acompanhando os desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia, dois importantes players no cenário global do cereal. As cotações na Bolsa de Chicago subiam entre 73,75 e 85 pontos nos contratos mais negociados, levando o maio a US$ 12,94 e o julho a US$ 12,60 por bushel.
Com altas que novamente passam de 6% na CBOT - e se estendem também por outras bolsas internacionais - os futuros do cereal estão nos mais elevados patamares em 14 anos. A demanda que estaria buscando agora os trigos russo e ucraniano se deslocam para outras origens e puxam os preços em todos os mercados.
Os 18 portos da Ucrânia seguem fechados em função do conflito e as negociações com empresas da Rússia estão praticamente paralisadas, o que alimenta ainda mais o deslocamento dos compradores para outras origens e agrava as preocupações sobre a oferta que chega de ambos os países.
Gigantes do agro como ADM, Cargill, Bunge e Louis Dreyfus estão com seus escritórios fechados nas duas nações. Assim, nos últimos dias, o que se vê no mercado internacional é um aumento expressivo de compradores buscando alternativas como Estados Unidos, Austrália, Argentina e França para garantir o grão.
Ademais, o mercado começa a absorver ainda a informação de que não terá, nesta nova temporada que se inicia, a oferta das safras da Rússia e da Ucrânia, que estão nos campos se desenvolvendo e não deverão nem ao menos serem colhidas.
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