Trigo acumula alta de 5% na semana em Chicago, mas BR tem semana morna de negócios
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O mercado do trigo teve uma semana de importante recuperação na Bolsa de Chicago. Os futuros do cereal acumularam uma alta de mais de 5% entre os contratos mais negociados e somente nesta sexta-feira (8) fecharam o pregão com ganhos superiores a 50 pontos. O movimento semanal foi de intenso sobe e desce dos preços, mas terminou com saldo bastante positivo.
Assim, o vencimento setembro encerrou os negócios com US$ 8,91 e avanço de 5,32%; o dezembro com US$ 9,06 e alta de 5,10% e o março concluiu a sessão valendo US$ 9,19, subindo 5,03%.
"Seguimos tendo uma oscilação muito grande de preços no mercado internacional e acredito que, nesta semana, foi muito mais movimentado por fundos do que por fundamentos. Mas, de todo modo, a luz acesa sobre a questão da Ucrânia continua e deverá se postergar no desenrolar da nossa safra e logo devemos ter o início da colheita na Ucrânia, o porto de Mariupol destruído, corredores duvidosos, tudo o que deixa o mercado muito instável", explica Adelson Gasparin, broker de commodities da AP Cereais Corretora.
Os atuais preços do trigo, como explicam os diretores da De Baco Corretora, voltaram aos níveis pré-guerra na Bolsa de Chicago e parecem ter alcançado certo equilíbrio. O gráfico a seguir mostra esse movimento.
"Essas recentes quedas e agora com esssa retomada que tivemos mostra que está equilibrado com o início da guerra Rússia x Ucrânia. Para o preço do trigo hoje é como se não tivesse tido a guerra", explica Ritta De Baco.
MERCADO NACIONAL
No mercado nacional, a semana foi de poucos negócios e a comercialzação mais travada. "Os compradores para a safra nova, no caso da exportação, se retiraram. Tivemos indicações, no início da semana, de preços na casa de R$ 2030,00 posto Rio Grande, mas sem muito volume. O mercado interno está indicando safra nova na casa de R$ 1850,00 a R$ 1900,00 - FOB, no interior do Rio Grande do Sul", relata a analista de mercado.
Nos negócios para o produto disponível, o mercado andou na casa de R$ 2300,00 por tonelada, posto moinhos gaúchos.
A visão é compartilhada pelo broker da AP Cereais. "O mercado interno anda comprando apenas para fazer replacement, fazendo compras da mão para a boca. E os vendedores não têm feito muito esforço para a venda, aguardando alguma posição melhor nos preços. Uma semana morna para a comercialização, mas de bom avanço para o plantio", diz.
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