StoneX reduz previsão da safra 25/26 de trigo do Brasil, eleva importação e reduz exportação
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SÃO PAULO (Reuters) - A safra de trigo do Brasil em 2025/26, com plantio em fase inicial no Brasil, foi estimada nesta quarta-feira em 8,6 milhões de toneladas, recuo de 4,2% na comparação com a previsão divulgada em março, de acordo com atualização mensal da consultoria StoneX.
A menor expectativa se deve a uma redução na intenção de plantio no país. Até o mês passado, a StoneX projetava uma área plantada em 2,93 milhões de hectares, agora prevista em 2,8 milhões de hectares. Na safra passada, produtores semearam 3,1 milhões de hectares.
A consultoria citou uma menor área no Paraná, um dos maiores produtores do Brasil, juntamente com o Rio Grande do Sul.
"A principal razão para essa queda é a tendência de substituição das lavouras de trigo pelo milho safrinha, especialmente entre os produtores da região norte do Estado", afirmou a consultoria em relatório.
No Paraná, o plantio está estimado em 1,05 milhão de hectares, queda de 16% em relação à safra anterior.
Na véspera, o Departamento de Economia Rural (Deral), do Paraná, afirmou que a "redução de área tende a ser maior do que a estimada inicialmente, devido aos baixos preços de mercado e à queda na produtividade em safras anteriores". O mercado de milho, por outro lado, teve alta neste ano.
Para o Rio Grande do Sul, a área projetada é de 1,25 milhão de hectares, versus 1,35 milhão no ciclo anterior.
Apesar de uma estimativa menor de área plantada, o Brasil ainda deverá produzir mais trigo em 2025, se contar com boas condições climáticas.
A StoneX projeta um aumento na produtividade média para mais de 3 mil quilos por hectare. Com isso a safra total aumentaria 12,4% ante 2024, para 8,6 milhões de toneladas.
Com uma produção menor do que a estimativa do mês anterior, a projeção de importação foi ampliada em 3,8% na comparação mensal, para 5,9 milhões de toneladas. Em relação ao ano passado, haveria uma queda de quase 11%.
Já a estimativa de exportação de trigo foi reduzida em 6,5% na comparação mensal, para 2,16 milhões de toneladas, ficando ainda 19,7% acima do ano passado.
(Por Roberto Samora)
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