Trigo fecha em alta de nesta quarta-feira(11) na CBOT com ajustes técnicos e revisões de oferta global
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O mercado de trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quarta-feira(11), em alta, com o contrato mais negociado fechando a US$ 5,37/bu, com reajuste de 9 pontos em relação ao fechamento anterior. Os contratos com vencimento em maio terminaram o dia a US$ 5,45/bu, com alta de 7.2 pontos, e os de junho a US$ 5,54/bu, com avanço de 6.2 pontos, refletindo um movimento de recuperação técnica e ajustes das posições no mercado futuro.
O desempenho de hoje foi influenciado por uma combinação de fatores fundamentais e técnicos que têm reposicionado expectativas sobre a oferta global. Entre os principais drivers está a revisão feita recentemente pelo FranceAgriMer, que reduziu sua estimativa de exportações de trigo “soft” da França para fora da União Europeia. A entidade citou a intensificação da concorrência do trigo argentino como motivo para a redução nos volumes exportáveis, contribuindo para um cenário de estoques europeus mais confortáveis e com menor ritmo de vendas externas. Essa perspectiva tende a pressionar os preços na Euronext e, por extensão, influenciar o comportamento dos futuros em Chicago.
No plano técnico, o movimento de alta foi reforçado pela entrada de posições compradas e cobertura de posições vendidas por parte de fundos e operadores, uma vez que os preços vinham pressionados nas sessões anteriores. Esse comportamento costuma ocorrer quando os níveis de suporte técnico são testados e há sinalização de menor oferta líquida de vendedores no curtíssimo prazo.
O panorama externo segue sob influência de riscos climáticos em regiões exportadoras relevantes, pressões cambiais e expectativas quanto aos próximos relatórios do USDA, que podem trazer revisões sobre produção, estoques e exportações globais. Qualquer ajuste que indique redução de oferta ou aumento de demanda tende a sustentar prêmios nos contratos futuros.
Para o Brasil, os movimentos em Chicago continuam sendo um referencial essencial para a formação de preços de importação, especialmente em um contexto de câmbio volátil. A alta de hoje pode influenciar custos internos para moinhos e condiciona a dinâmica de comercialização local, reforçando a necessidade de acompanhamento próximo das variáveis externas e das projeções de oferta e demanda global.
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