Trigo: Cooperativa Agrícola de Capão Bonito deve adotar tecnologia da APTA na safra de 2026
A busca por soluções mais sustentáveis e competitivas para a produção de trigo no Estado de São Paulo ganhou destaque durante a reunião da Câmara Setorial do Trigo, realizada no começo de março, na Cooperativa Agrícola de Capão Bonito (CACB).
Um dos principais encaminhamentos do encontro foi o fortalecimento do papel da pesquisa científica como aliada direta dos produtores rurais. Nesse contexto, a Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), por meio da APTA Regional de Itapetininga, apresentou avanços importantes voltados à sustentabilidade e à redução de custos no campo.
Durante a reunião, o pesquisador Carlos Frederico de Carvalho Rodrigues, da APTA Regional de Itapetininga, apresentou a palestra “Trigos & Sojas Regenerativos para o Sudoeste Paulista”, destacando estratégias inovadoras para aumentar a produtividade com menor impacto ambiental. Entre os destaques, foram apresentados os resultados do projeto “TereOil: Terpenos de Pinheiros & Óleos Vegetais”, uma tecnologia desenvolvida com foco em biossoluções para a cadeia produtiva do trigo.
O TereOil se destaca como uma alternativa sustentável aos insumos convencionais, atuando no controle biológico de pragas e doenças em diferentes etapas da produção. Diferentemente de muitos produtos disponíveis no mercado, frequentemente importados ou derivados de petróleo, a tecnologia desenvolvida pela APTA contribui para reduzir a dependência externa e fortalecer a autonomia do produtor paulista.
O interesse do setor produtivo já é evidente. A Cooperativa Agrícola de Capão Bonito manifestou intenção de adotar a tecnologia na próxima safra, com o objetivo de substituir parcial ou totalmente defensivos sintéticos. A expectativa é reduzir perdas na armazenagem, diminuir custos com controle de pragas e manter a qualidade do trigo ao longo do processamento.
Além dos benefícios no campo, a solução também apresenta resultados promissores na indústria. Em moinhos de trigo, o TereOil pode ser utilizado na desinfecção dos grãos antes da estocagem, contribuindo para a redução de micotoxinas e garantindo maior segurança alimentar para a população.
De acordo com o pesquisador o TereOil é um adjuvante bioativo cujo princípio ativo, a terebentina, é uma substância que já possui produção em escala: “Isso permite ampliar a oferta conforme a demanda do agronegócio, com o plantio de mais pinheiros. Diferentemente de outros bioativos, que ainda não têm escala nem estoque, essa é uma solução viável e pronta para o produtor”.
As iniciativas apresentadas reforçam o compromisso da APTA em desenvolver tecnologias que atendam às demandas reais do produtor rural, promovendo uma agricultura mais eficiente, sustentável e competitiva. Ao levar inovação diretamente ao campo e à indústria, a pesquisa pública contribui não apenas para a redução de custos de produção, mas também para a oferta de alimentos mais seguros e de qualidade à sociedade.
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