Trigo abre em baixa em Chicago, enquanto mercado acompanha avanço da semeadura no Brasil

Publicado em 11/06/2026 10:03 e atualizado em 11/06/2026 11:00
Contratos recuam nesta quinta-feira (11) após oscilações na sessão anterior

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Os preços futuros do trigo iniciaram os negócios desta quinta-feira (11) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento de realização de lucros após os ganhos observados recentemente e diante do acompanhamento das perspectivas globais de oferta.

Por volta das 9h45 (horário de Brasília), o contrato julho/26 era cotado a US$ 5,86 por bushel, com baixa de 6 pontos. O setembro/26 recuava 6 pontos, negociado a US$ 5,98 por bushel, enquanto o dezembro/26 perdia 1,75 ponto, cotado a US$ 6,15 por bushel.

Segundo analistas internacionais, o mercado do trigo segue pressionado pelas perspectivas de ampla oferta global, especialmente diante das boas condições das lavouras em importantes regiões produtoras do Hemisfério Norte. Ao mesmo tempo, operadores monitoram o comportamento da demanda internacional e a competitividade das exportações dos principais fornecedores mundiais.

No Brasil, o mercado acompanha o avanço da semeadura da nova safra. De acordo com o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio de trigo já alcança 45,3% da área prevista para a temporada 2026.

Apesar do avanço dos trabalhos de campo, a estatal projeta uma redução na área cultivada com o cereal nesta safra. Com isso, a produção brasileira de trigo deverá ficar em torno de 6,3 milhões de toneladas, volume inferior ao registrado no ciclo anterior.

Ainda segundo a Conab, a safra brasileira de grãos como um todo caminha para um novo recorde. A estimativa aponta produção de aproximadamente 336 milhões de toneladas, alta de 1,8% em relação à temporada passada, o equivalente a um acréscimo de 6,4 milhões de toneladas.

O mercado segue atento à evolução das lavouras no Brasil e nos principais países produtores, além dos desdobramentos da oferta global, fatores que continuam ditando o comportamento dos preços na CBOT.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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