Trigo inicia a semana em baixa em Chicago e mercado acompanha perspectivas para a oferta na América do Sul
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Os contratos futuros do trigo começaram a sessão desta segunda-feira (22) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo a pressão exercida pelas perspectivas de oferta global e pelo avanço das colheitas no Hemisfério Norte.
No início desta manhã, o contrato julho/26 era cotado a US$ 6,00/bu, com baixa de 5,2 pontos. O setembro/26 registrava US$ 6,09/bu, recuo de 4,6 pontos, enquanto o dezembro/26 operava a US$ 6,25/bu, também com perda de 4,6 pontos.
O mercado internacional continua monitorando o andamento da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos, além das condições das lavouras em importantes regiões produtoras. A expectativa de uma oferta global relativamente confortável segue limitando movimentos de valorização mais consistentes.
Na América do Sul, entretanto, as atenções se voltam para a nova safra argentina. A Safras & Mercado estima que a produção de trigo do país alcance 20,9 milhões de toneladas na temporada 2026/27, volume 2,7% inferior ao registrado no ciclo anterior. A projeção considera uma redução da área cultivada, refletindo ajustes nas decisões de plantio dos produtores.
O cenário argentino é acompanhado de perto pelo mercado regional em um momento em que os agentes também monitoram o desenvolvimento da safra brasileira. No Sul do Brasil, as condições climáticas e o avanço do plantio continuam sendo fatores determinantes para as expectativas de produção e para a formação dos preços nos próximos meses.
Além disso, a disponibilidade restrita de trigo da safra passada em parte das regiões produtoras segue oferecendo sustentação ao mercado físico. Com a nova safra ainda em desenvolvimento, compradores e vendedores permanecem atentos às perspectivas de oferta para o segundo semestre.
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