Trigo fecha em alta em Chicago e recuperação das cotações acompanha avanço dos grãos

Publicado em 06/07/2026 15:53
Mercado reage ao forte movimento de alta em milho e soja, enquanto Brasil segue atento ao aumento da dependência das importações

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Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta segunda-feira (6) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), acompanhando o movimento positivo dos mercados de milho e soja. O avanço técnico dos grãos deu sustentação às cotações do cereal, mesmo diante de um cenário ainda confortável para a oferta mundial.

Fechamento dos contratos

  • Julho/26: US$ 6,06/bushel, com alta de 15,4 centavos.
  • Setembro/26: US$ 6,14/bushel, com alta de 14,2 centavos.
  • Dezembro/26: US$ 6,28/bushel, com alta de 14,4 centavos.

Ao longo do pregão, o mercado foi impulsionado principalmente pelo rali observado nos contratos de milho e soja, movimento que acabou se refletindo também no trigo. Apesar de os dados de inspeções de exportação dos Estados Unidos não terem trazido suporte adicional, o fluxo comprador e o fortalecimento do complexo de grãos garantiram a recuperação das cotações.

No cenário internacional, operadores continuam monitorando o desenvolvimento das lavouras de trigo de primavera nos Estados Unidos e a evolução da colheita do trigo de inverno no Hemisfério Norte, fatores que seguem determinando a direção dos preços nas bolsas.

Brasil deve ampliar importações

No mercado brasileiro, o foco permanece voltado para a oferta da próxima safra e para a necessidade crescente de importações. A redução da área cultivada e a expectativa de menor produção em 2026 devem elevar significativamente a dependência do cereal importado.

Estimativas apresentadas por especialistas do setor indicam que o Brasil poderá importar entre 6 e 8 milhões de toneladas de trigo na temporada 2026/27, o maior volume da história. O cenário é consequência da menor produção nacional, da redução da área semeada e das preocupações climáticas durante o ciclo da cultura. Entre os principais fatores que sustentam essa perspectiva estão os custos elevados de produção, a menor rentabilidade para o produtor e os riscos associados ao clima.

Além disso, cresce a preocupação com a qualidade do trigo argentino, principal fornecedor do mercado brasileiro. Caso parte da produção do país vizinho não atenda aos padrões da indústria moageira, o Brasil poderá ampliar as compras de outras origens, como Estados Unidos e Rússia, elevando os custos de importação.

Mesmo com a recuperação observada em Chicago nesta segunda-feira, o comportamento dos preços nas próximas semanas seguirá condicionado ao clima nas principais regiões produtoras do Hemisfério Norte e à evolução da safra brasileira, que permanece em fase de desenvolvimento.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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