Trigo fecha em queda em Chicago após realização de lucros e mercado segue atento aos desdobramentos do USDA
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Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta segunda-feira (13) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento de realização de lucros após os ganhos registrados nas últimas sessões. Apesar da correção, o mercado continua sustentado pelos fundamentos apresentados no mais recente relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pelas incertezas envolvendo a oferta da região do Mar Negro.
Fechamento dos contratos
Julho/26: US$ 6,27/bushel, com baixa de 5,0 centavos.
Setembro/26: US$ 6,35/bushel, com baixa de 5,0 centavos.
Dezembro/26: US$ 6,50/bushel, com baixa de 4,0 centavos.
Depois da expressiva alta da última semana, investidores aproveitaram o pregão para realizar lucros, pressionando as cotações. Ainda assim, o mercado permanece atento aos fundamentos, especialmente após o USDA reduzir as estimativas dos estoques finais de trigo dos Estados Unidos e do mundo, reforçando uma perspectiva menos confortável para a oferta global.
Outro fator que continua oferecendo sustentação ao mercado é a instabilidade na região do Mar Negro. As incertezas relacionadas ao fluxo de exportações de importantes produtores da região seguem elevando o prêmio de risco nas negociações internacionais, mantendo compradores atentos à disponibilidade do cereal.
No Brasil, o cenário continua marcado por oferta restrita no mercado disponível e por negociações pontuais. A comercialização da safra velha permanece lenta, enquanto o mercado acompanha o desenvolvimento das lavouras de inverno e as condições climáticas nas principais regiões produtoras.
Analistas também destacam que o atual momento exige cautela nas negociações. A combinação entre fundamentos altistas no mercado internacional, riscos climáticos e incertezas sobre a oferta global pode manter a volatilidade elevada nas próximas semanas, mesmo com movimentos pontuais de correção como o observado nesta segunda-feira.
A expectativa do mercado agora se concentra na evolução da safra norte-americana, nas condições das lavouras do Hemisfério Norte e nos próximos dados de exportação dos Estados Unidos, fatores que devem continuar determinando o comportamento das cotações do trigo em Chicago.
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