Trigo dispara em Chicago e mercado monitora safra menor no Brasil

Publicado em 15/07/2026 10:26 e atualizado em 15/07/2026 11:34
Mercado amplia os ganhos enquanto a perspectiva de uma safra menor no Brasil reforça a atenção para o abastecimento interno

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Os contratos futuros do trigo iniciaram a sessão desta quarta-feira (15) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), dando sequência ao movimento positivo observado nos últimos pregões. O mercado segue sustentado pela perspectiva de uma oferta global mais ajustada, após as revisões divulgadas no relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), enquanto os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos principais países produtores.

O contrato iniciou o dia com setembro/26 era negociado a US$ 6,65 por bushel, com alta de 20,50 pontos. O dezembro/26 subia 19,75 pontos, cotado a US$ 6,79 por bushel, enquanto o março/27 avançava 19,25 pontos, para US$ 6,91 por bushel.

No cenário internacional, o mercado continua repercutindo os números do último Wasde, que reduziu a estimativa da produção norte-americana para 1,536 bilhão de bushels e revisou para baixo os estoques mundiais de trigo para 272,84 milhões de toneladas, reforçando a percepção de uma oferta mais restrita entre os principais exportadores.

No Brasil, a atenção permanece voltada para a safra nacional. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), a produção brasileira deve recuar cerca de 20% em relação ao ciclo anterior, cenário que tende a ampliar a necessidade de importações para atender à demanda da indústria moageira. Com uma produção estimada em torno de 6,3 milhões de toneladas, o país continuará dependente, principalmente, do trigo argentino para complementar o abastecimento interno.

Apesar da redução esperada na produção de trigo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua estimativa para a safra brasileira de grãos 2025/26, impulsionada pelo bom desempenho de culturas como soja, milho e arroz. Para o trigo, no entanto, a Companhia mantém a expectativa de menor área cultivada e de uma produção inferior à registrada na temporada passada.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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