Trigo fecha em leve baixa em Chicago com realização de lucros e mercado segue atento à logística global

Publicado em 16/07/2026 16:57
Correção técnica limitou os ganhos acumulados nos últimos dias, enquanto conflitos na região do Mar de Azov continuam sustentando a preocupação com a oferta mundial do cereal

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Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta quinta-feira (16) em leve baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento de realização de lucros após a forte valorização registrada ao longo da semana. Apesar da correção, os fundamentos seguem oferecendo sustentação às cotações, especialmente diante das incertezas envolvendo o escoamento das exportações russas pelo Mar de Azov.

Fechamento dos contratos

Setembro/26: US$ 6,74/bushel, com baixa de 2,50 centavos.
Dezembro/26: US$ 6,91/bushel, com baixa de 1,00 centavo.
Março/27: US$ 7,04/bushel, com alta de 0,50 centavo.

Após atingir os maiores níveis das últimas semanas, o mercado passou por um ajuste técnico nesta quinta-feira, com investidores realizando parte dos lucros acumulados. Ainda assim, o movimento foi limitado pelo ambiente de cautela em relação ao comércio internacional de trigo.

O principal fator de sustentação continua sendo a situação geopolítica na região do Mar Negro. Os ataques registrados no Mar de Azov elevaram as preocupações sobre possíveis interrupções na logística de exportação da Rússia, maior exportadora mundial de trigo. Embora autoridades russas afirmem que podem redirecionar embarques para portos do Mar Negro e do Mar Báltico, o mercado segue precificando um prêmio de risco diante da possibilidade de atrasos ou restrições no fluxo comercial.

Além do cenário geopolítico, os operadores continuam acompanhando o andamento da colheita nos Estados Unidos e o comportamento das lavouras do Hemisfério Norte, fatores que devem seguir determinando a volatilidade das cotações nas próximas sessões.

No mercado brasileiro, a atenção permanece voltada ao desenvolvimento da safra de inverno e à comercialização do cereal. Os preços domésticos continuam sendo influenciados pela oferta limitada da safra velha, pela evolução das lavouras e pelas oscilações de Chicago, fatores que seguem orientando as negociações entre produtores, cooperativas e indústrias.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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