Trigo fecha em alta em Chicago e mercado mantém atenção sobre clima nas principais regiões produtoras

Publicado em 21/07/2026 17:17 e atualizado em 21/07/2026 18:10
Contratos avançam em Chicago enquanto oferta global e condições das lavouras seguem no radar dos investidores

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Os contratos futuros do trigo encerraram o pregão desta terça-feira (21) em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT), em uma sessão marcada pela cautela dos investidores diante do acompanhamento das condições das lavouras no Hemisfério Norte e do cenário global de oferta.

O contrato setembro/26 fechou cotado a US$ 6,78 por bushel, com alta de 4 pontos. O dezembro/26 encerrou a US$ 6,96 por bushel, avançando 4,50 pontos, enquanto o março/27 terminou o dia a US$ 7,11 por bushel, com ganho de 4,75 pontos.

O mercado segue sustentado pelos fundamentos apresentados no relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na última semana, que apontou redução na produção norte-americana e nos estoques globais. Ao mesmo tempo, a maior disponibilidade exportável de países como Rússia, Ucrânia e Argentina continua limitando movimentos mais expressivos de valorização das cotações internacionais.

No Brasil, o desenvolvimento da safra segue dentro das expectativas em boa parte das regiões produtoras, mas o comportamento do clima permanece como o principal fator de atenção. Segundo avaliação da Elicit Plant Brasil, divulgada pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), as lavouras apresentam evolução satisfatória até o momento, embora a variabilidade climática mantenha produtores e técnicos em alerta.

De acordo com o diretor de Marketing e Produtos da Elicit Plant Brasil, Felipe Sulzbach, o trigo continua desempenhando papel estratégico nos sistemas de rotação de culturas, mas permanece altamente sensível às oscilações climáticas ao longo do ciclo. Eventos como déficit hídrico, geadas, ondas de frio intenso e períodos de excesso de chuva podem comprometer o potencial produtivo, principalmente quando ocorrem em fases críticas do desenvolvimento da cultura.

Ainda segundo Sulzbach, mais do que a ocorrência de eventos extremos, a frequência e a intensidade dessas oscilações têm aumentado a busca dos produtores por tecnologias capazes de fortalecer a resposta fisiológica das plantas diante de situações de estresse. Nas áreas monitoradas, a companhia observou maior uniformidade no desenvolvimento das lavouras e recuperação mais rápida após períodos de adversidade climática, favorecendo a manutenção do potencial produtivo.

Com isso, o mercado encerra a sessão atento tanto aos fundamentos internacionais quanto às condições climáticas nas principais regiões produtoras. Enquanto a oferta global segue relativamente equilibrada, a evolução da safra no Hemisfério Norte e o comportamento do clima no Brasil e nos demais países produtores continuam sendo fatores decisivos para a formação dos preços nas próximas semanas.

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Por:
Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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