Trigo fecha em forte alta em Chicago com menor safra brasileira e preocupações com a oferta global

Publicado em 22/07/2026 16:37 e atualizado em 22/07/2026 17:14
Mercado amplia ganhos diante do cenário de oferta mais restrita no Brasil, enquanto incertezas no comércio internacional seguem sustentando as cotações

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Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta quarta-feira (22) com fortes ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT). O mercado foi sustentado por preocupações com a oferta global, pela perspectiva de uma safra brasileira ainda menor e pelo acompanhamento das exportações na região do Mar Negro, fatores que seguem dando suporte às cotações internacionais.

Na CBOT, o contrato setembro/26 fechou cotado a US$ 7,05/bushel, com alta de 27,6 pontos, avanço de 4,09%. O dezembro/26 encerrou a US$ 7,22/bushel, com ganho de 26,6 pontos, valorização de 3,84%. Já o março/27 terminou negociado a US$ 7,37/bushel, com alta de 26,2 pontos, avanço de 3,69%.

No Brasil, o mercado segue atento às revisões da safra nacional. Segundo levantamento do Cepea, com base nos dados mais recentes da Conab, a estimativa para a produção de trigo em 2026 foi reduzida de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas, queda de 4,5% em relação ao levantamento anterior. Se confirmada, será a menor safra brasileira desde 2020, ficando 23,5% abaixo da temporada passada. A revisão reflete principalmente a redução da área cultivada na Região Sul e a menor produtividade observada em parte do Centro-Oeste.

A oferta mais restrita tem mantido os produtores cautelosos na comercialização e sustentado os preços no mercado físico. No Paraná, a disponibilidade limitada do cereal continua favorecendo as cotações dos lotes disponíveis, enquanto compradores seguem disputando volumes para abastecimento da indústria.

No cenário internacional, o mercado também repercutiu as preocupações com o abastecimento mundial. Apesar da expectativa de uma produção robusta na Rússia, investidores permanecem atentos às tensões geopolíticas envolvendo o Mar Negro e aos possíveis impactos sobre o fluxo das exportações, além das condições climáticas em importantes regiões produtoras do Hemisfério Norte. Esse conjunto de fatores mantém elevada a volatilidade das negociações e sustenta o movimento de recuperação observado em Chicago.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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