USDA: EUA já comprometeu 92% de toda a soja estimada para exportação na safra 2016/17

Publicado em 16/02/2017 14:12
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A última semana foi, mais uma vez, bastante positiva para as vendas de soja para exportação nos EUA, de acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu reporte nesta quinta-feira (16). Na semana encerrada em 9 de fevereiro, as vendas norte-americanas da oleaginosa somaram 1.097,4 milhão de toneladas e superaram as expectativas do mercado de 550 mil a 900 mil toneladas. Do total, 890 mil toneladas foram da safra atual e mais 207,4 mil, da safra nova. A China, como é tradição, se mantém como a principal compradora dos EUA. 

Com esse volume semanal, o total acumulado de vendas já feitas no ano comercial chega a 51.738,3 milhões de toneladas, o que corresponde a cerca de 92% do total projetado para ser exportado pelos EUA nesta temporada, além de superar o número do mesmo período da safra anterior, de 41.618,0 milhões de toneladas. 

Os EUA venderam ainda 1.068,7 milhão de toneladas de milho na última semana, com 783,5 mil da safra 2016/17 e 285,2 mil da 2017/18. O total ficou dentro do intervalo esperado pelos traders, de 900 mil a 1,250 milhão de toneladas e elevou o acumulado no ano comercial a 41.972,8 milhões de toneladas, bem acima do total do ano anterior - de pouco mais de 25 milhões vendidas. Assim, já há comprometido, portanto, 74% das 56,52 milhões de toneladas projetadas para serem vendidas em toda esta temporada. O principal destino do cereal norte-americano foi o Japão. 

O USDA informou ainda a venda de 588,6 mil toneladas de trigo, com o volume acima das expectativas do mercado, já que elas variavam entre 300 mil e 550 mil toneladas. Destinos não revelados foram os maiores compradores. 

Os EUA venderam também mais 121,3 mil toneladas de farelo de soja, abaixo do esperado, que era algo entre 150 mil e 350 mil toneladas. Além disso, foram vendidas ainda mais 9 mil toneladas de óleo de soja, dentro das projeções dos traders - de 8 mil a 30 mil toneladas - sendo a maior parte, na semana, para a República Dominicana. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Rosenberg Imperatriz - MA

    USDA considera como estoque as cargas que são vendidas, mas que ainda encontram-se nos armazéns. Então esses números sempre estarão defasados.
    Com a eminente e inevitável desvalorização do yuan a China não tem escolha a não ser realizar compras, além das necessidades anuais de consumo.
    As indústrias chinesas têm muito a ganhar com compras antecipadas agora, ao invés de esperarem a inflação bater a porta.
    E ainda temos a crescente demanda por energias renováveis.

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