Enquanto Centro-Sul está no vazio, soja de Roraima está pronta para a colheita

Publicado em 30/08/2016 15:35 e atualizado em 30/08/2016 16:50
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Enquanto Centro-Sul está no vazio, soja de Roraima está pronta para a colheita

No estado de Roraima, a colheita de soja já teve início. Com grãos bem-formados e beneficiados pela luminosidade - são duas horas a mais de Sol em relação ao restante do país - os produtores estão bem satisfeitos.

Marlon Buss, gaúcho, está orgulhoso de ver a sua lavoura. Ele destaca que esse foi um ano de extrema produção. 85 dias após o plantio, já estão prontos para colher, o que traz a alternativa da safrinha. As chuvas são bem definidas.

A variedade plantada, que é a 8381, desenvolvida pela Embrapa, é uma variedade de ciclo curto, feita para o Cerrado e adaptada para Roraima. De acordo com Buss, a sua propriedade deve render cerca de 55 sacas por hectare nesta safra.

O único impasse, de acordo com o produtor, é a habilitação ao crédito, que ainda é dificultada no estado. No entanto, Roraima é visto como uma nova fronteira agrícola que ainda possui poucos produtores e ainda conta com muitas áreas a serem abertas - cerca de 4 milhões de hectares, de acordo com entrevista da governadora para o Notícias Agrícolas.

Os produtores são beneficiados ainda pela topografia e pelo preço da terra, que é acessível: cerca de R$2.500,00 por hectare, segundo Buss.

As boas condições de Roraima geram um grão perfeito com mais proteínas e mais condição de farelo.

Algodão

Na propriedade de Buss, também se encontra um algodão alto, com uma possibilidade de produção de [email protected]/ha, de 180 hectares plantados. De acordo com o produtor, não falta umidade e o algodão é pensado como atividade principal, por ter o ciclo bem definido na época da chuva. “Sendo bem feita, é uma das atividades com mais resultado para o produtor”, atesta.

Feijão
Em Roraima, a área plana também beneficia o plantio do feijão safrinha, o que gera uma condição de os produtores terem duas safras com alta produtividade na região. No lavrado, solo típico do estado, a estrutura física é de 10% a 30% de argila, porém, como explica o produtor, “quanto mais profundo, mais argiloso ele fica”. A produção, que é destinada para os mercados do Nordeste e para Manaus, é de feijão caupi, pelo qual recebe-se cerca de R$250 por saca.

Por João Batista Olivi e Izadora Pimenta
Fonte Notícias Agrícolas

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