Aprosoja Brasil considera que MP do Funrural não é a melhor alternativa, porém vai evitar inadimplência do setor

Publicado em 17/05/2017 09:59 e atualizado em 17/05/2017 14:56
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Após publicação de MP, produtores precisam ficar atentos e cobrar seus representantes no Congresso para agilizar emendas e evitar mais prejuízos
Confira a entrevista com Marcos da Rosa - Presidente Aprosoja Brasil

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Marcos da Rosa - Presidente Aprosoja Brasil

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Entre hoje e amanhã, deve ser editada uma Medida Provisória (MP) que definirá os novos caminhos para o Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural). A alíquota de 2,3% deve ter uma redução para 1,5%, com um acréscimo de mais 0,8% para liquidar o passivo daqueles produtores que não recolheram o tributo neste tempo.

A Aprosoja Brasil, por meio de seu presidente, Marcos da Rosa, lembra que, a partir do momento em que foi declarada a constitucionalidade do tributo, era preciso uma medida direta do executivo - caso contrário, os tribunais regionais poderiam derrubar liminares de produtores que não recolheram o Funrural. Em função disso, foi procurada essa negociação, finalizada na segunda-feira.

Agora, no aguardo da publicação desta MP, os produtores ainda não concordam que possuem uma dívida relativa ao Funrural. A Aprosoja acredita que, já que a cobrança está sendo colocada, ela deve apresentar uma saída responsável. Esta MP deve vigorar a partir do dia 1 de janeiro, mas com pagamento de 5% da dívida - o que não está de acordo com os objetivos da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), tendo em vista que os produtores podem ficar inviabilizados a realizar investimentos para a próxima safra.

Depois que a MP for editada, os deputados e os senadores podem adicionar emendas para a proposta, entretanto, em um prazo bastante curto.

A orientação da Aprosoja Brasil, neste momento, é que se preste atenção no fato de que, a partir do dia 30 de maio, os produtores começam a somar uma nova dívida - neste caso, há a necessidade de recolhimento do tributo.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Joel Carlos Hendges Balsas - MA

    Olá NA, olá Marcos Rosa, também acho que agora é passado esta questão de funrural.... e acho também que se tivermos que pagar a forma parcelada é justa, mas gostaria de enfatizar que já que teremos que pagar que seja feito os devidos cálculos corretos para que na hora que tivermos que nos aposentar que recebamos o valor da aposentaria de acordo, pois a contribuição será muito maior que um cidadão comum. Um cidadão comum contribui uns 1000 reais por ano já o produtor vai contribuir com 1,5% da produção bruta o que tenho certeza vai ser em média umas 60 vezes mais que isso. Gostaria que comentassem mais sobre isso e o alerta esta dado. Sem cobrança dos políticos estamos ferrados de todo jeito.

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