Bill, Ginaldo e Reneu falam sobre os custos de produção americanas

Publicado em 30/08/2017 13:37
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Bill, Ginaldo e Reneu falam sobre os custos de produção americanas
Bill, Ginaldo e Reneu falam sobre os custos de produção americanas

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O produtor rural Bill Voyle, que foi visitado pelos participantes do Crop Tour da Labhoro Corretora, conta que a questão dos custos do milho vai ser muito difícil nos Estados Unidos neste ano.

A Bolsa de Chicago (CBOT) está negociando abaixo dos custos de produção de Voyle, que estão entre US$3,80 a US$3,90. Como ele conta a Ginaldo de Sousa, analista da Labhoro Corretora, um ponto de equilíbrio seria a CBOT negociando o cereal a US$9/bushel.

Reneu Colferai, produtor rural de Coronel Vivida (PR), comenta que o custo no Brasil é cerca de 50% menor do que o praticado pelos norte-americanos.

Ambos os custos não consideram o valor da terra, mas todo o restante que envolve a safra.

Por:
Daniel Olivi e Izadora Pimenta
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Depois de assistir esse video tive uma conversa com meu amigo Guilherme Lamb conhecedor da forma contábil e financeira utilizada nos EUA, e entre outras coisas me falou que o custo de produção da soja, Estado de SP, é 3,21 dolares mais alto que nos EUA, por saca de 60 kg,utilizando os mesmos parametros contábeis que lá. Entre outras coisas discutimos também o papel das instituições brasileiras na confecção, organização e divulgação de dados. Me informou também que os custos pró labore, que podem chegar a 500 mil dólares anuais por familia foram reduzidos em relação ao ano passado, em alguns casos em até 50%, literalmente diz: "uma fazenda ai de seus dois mil ha que tenha pai e dois filhos a operando, gastando 500 mil dolares de pro labore por ano, em um ano ruim, isso pode ser reduzido para 200, 250... por exemplo...". Fato este que pode ser comprovado aqui: http://www.cornandsoybeandigest.com/management/turning-tide

    Guilherme Lamb diz: "entao tem algumas coisas relativas ai nesse meio todo! complicado tomar como base essas analises pobres e simplistas, muitas vezes eivadas de má intenção por parte de alguns brasileiros que querem propagandear que temos custos da porteira para dentro menor que o do americano...que é algo lamentavel... basta ver o quanto custam as coisas e la e as mesmas coisas aqui...". Seguindo: "dito tudo isso, nunca vi uma comparação com base, parâmetros e fundamentos corretos entre custos aqui e la...voltando ao meu custo final sem custos de oportunidade da terra... eu tive um custo por saca dada minha produçao media de 57,85 por ha em 72,60 reais por saca, ou 23,05$ no cambio de 3,15 por exemplo...". Falamos sobre a confusão que se faz aqui no Brasil a respeito de certos assuntos e no por que das instituições e organizações informarem o produtor de forma ambigua e confusa, ou seja, mais desinforma do que informa. Ao que Guilherme respondeu que: " e tambem questionei algumas "instituições" que alguns anos atras fizeram reportagem dizendo que o custo da porteira para dentro aqui era melhor...solicitei que elas divulgassem as planilhas dos orçamentos e levantamentos integralmente na internet... com preço unitario de cada item...jamais me responderam... ". Então aproveito e reforço o desafio do meu amigo Guilherme Lamb, publiquem, tornem público aquilo que afirmam,... ou há algum motivo para que não o façam?

    Destaco aqui que o Guilherme já sabia da necessidade das familias americanas ajustarem seus pró-labores, antes de ler a publicação que está no link acima. Meu muito obrigado a você Guilherme pela excelente colaboração que fez.

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    • Roberto Cadore Cruz Alta - RS

      O pró-labore é custo fixo e aí já começa a confusão... certamente o custo variável aqui é maior do que lá, mas não posso deixar de observar... O produtor que tiver custo por saca de R$ 72,60 (em soja) sem considerar os custos de oportunidade da terra, não deve mais se preocupar com os custos de dentro ou fora da porteira, mas deve sim é fechar a porteira!

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Engano seu Sr. Roberto Cadore, que não conhece a forma como a contabilidade é feita nos EUA, claramente você não entendeu que o custo de que o Guilherme fala foi feito usando a mesma metologia usada lá, coisa que você não tem o minimo conhecimento. Talvez quem tenha que fechar a porteira seja você e não o Guilherme. Certamente você vai fechar no dia em que o governo parar de socorrer quem não sabe calcular custos.

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Há tempos eu perdi completamente a vontade de participar de debates aqui... infrutífero...

      Porém, devido a conversa que tive com o amigo Rodrigo em outro ambiente, venho aqui apenas tentar esclarecer alguns pontos.

      Quando, durante a reportagem, o produtor brasileiro diz que o custo dele é metade do americano, ele mesmo fala que se refere somente a insumos. OK? Está no vídeo. Depois quando questionado novamente, ele parece que se confundiu com os componentes dos custos.

      Quando perguntam ao americano e que ele se refere ao ponto de equilíbrio (break even) em 9.00$ por bushel na soja, ele foi claro em dizer que incluía tudo, insumos, labor costs (folha de pagamento/mão de obra), operações, tudo mesmo (everything)...

      Quando se fala em ponto de equilíbrio, eu levo em conta todas despesas necessárias para se produzir em uma safra de soja, tudo que se gasta durante esse ciclo, custo da mão de obra que inclui o pro labore do proprietário também (salário não é lucro), insumos, diesel gasto nesses período, não só o das maquinas, mas também os usados para atividades indiretas, custos de revisão dos maquinários, tudo que precisa ser feito para eles funcionarem durante esse período e todos as despesas envolvidas no funcionamento da propriedade (energia elétrica, comunicação) etc, etc, etc... só não custo de oportunidade da terra.

      Portanto a reportagem deixa muitas dúvidas na forma que essa comparação foi feita, como o ponto de equilíbrio do brasileiro está em 4,5$ por bushel e do americano em 9$??

      Estão considerando os mesmos componentes de custo ou não houve um entendimento correto ali do que é isso por parte de alguém?

      Talvez seja pertinente um TRADUTOR JURAMENTADO fazer a tradução e transcrição do que o colega americano disse..., assim pode ser que fique mais claro para todos o que foi dito e possíveis incoerências e divergências em métodos e formas de análise de cada um.

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Para mim ficou claro que um fala de custo de insumos e outro fala de outra coisa bem mais abrangente...

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    • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

      Quanto a questão de fechar a porteira por causa do custo por saca de 72,60 R$, antes de mais nada é necessário levar em consideração o quanto foi a media alcançada do preço de venda por saca de soja... no caso 79,00 r$, onde a safra foi quase toda comercializada (80%) entre 19/4/16 com o primeiro contrato a 75,00 reais a saca e o ultimo a 85,00 em 10/6/16... ficando apenas 20% do que foi produzido para vender após a colheita em março de 2017.

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