O maior orgulho do Cultivador é ter ajudado muitas mães a parirem com saúde

O jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, conversou com Hortêncio Paro, um extensionista da agricultura brasileira que venceu o prêmio "O Cultivador", concedido durante a cerimônia de encerramento da 13ª edição do Circuito Tecnológico da Aprosoja-MT e destinado a pessoas que colaboram para o desenvolvimento do agronegócio do estado do Mato Grosso.
Paro, trazendo a experiência adquirida no Paraná, se especializou em implantar o trigo no estado. Para ele, "o desenvolvimento não ocorre sem o conhecimento", de forma que ele acredita ser muito importante disseminar essas informações entre os demais agricultores.
Sua atuação não está somente na agricultura - ele também ajudou a criar um curso de parteiros para o meio rural, no qual mais de 15 pessoas foram formadas. Com isso, ele também considera que "ajudou muita gente a nascer".
No estado, Paro trabalha com a soja desde a safra 1976/77. O algodão, por sua vez, teve início na década de 1990, enquanto o trigo tem espaço desde 1979. Para ele, o cereal é uma opção em detrimento ao milho, já que os preços deste têm deixado os produtores "desamparados".
O próximo passo, agora, é a chegada de um moinho, o Moinho Dona Hilda, que vem para fazer com que o trigo seja uma opção ainda mais viável na rotação de culturas com a soja.
Ele visualiza que o futuro ideal para o agronegócio do Mercosul é que todos os países produtores se unam para a criação de uma bolsa, de forma a tornar os preços independentes da Bolsa de Chicago.
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