Mulher brasileira é a mais orgulhosa em trabalhar no campo, mas também a que sente maior discriminação por gênero

Publicado em 19/10/2018 11:46 e atualizado em 19/10/2018 15:03
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Pesquisa feita em 17 países a pedido da Corteva AgriscienceTM mostra ainda que as mulheres apostam em mais capacitação e treinamento para reduzir a desigualdade em relação aos homens, além de buscarem mais apoio - seja jurídico ou social - e também de o reconhecimento de cases de sucesso de representantes femininas do agro.
Vivian Bialski - Diretora de Comunicação da Corteva América Latina

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Entrevista com Vivian Bialski - Diretora de Comunicação da Corteva América Latina sobre as Mulheres no Agro

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No último dia 15 de outubro foi divulgado um levantamento da Corteva Agriscience, Divisão Agrícola da DowDuPont, produtoras rurais que mostra dados dos progressos das mulheres no agronegócio. O estudo foi realizado em 17 países e entrevistou cerca de 4.157 agricultoras.

De acordo com a Diretora de Comunicação da Corteva América Latina, Vivian Bialski, a pesquisa demonstrou que as mulheres que trabalham neste setor se sentem muito orgulhosas. “Cerca de 90% das mulheres estão orgulhosas em fazer parte do agronegócio, assim como no Brasil que tem a mesma estimativa mundial”, afirma.

Por outro lado, as produtoras rurais brasileiras estão menos satisfeitas do que a média global. Em que 78% das entrevistadas no Brasil acreditam que existe discriminação de gênero do agronegócio. “Nos outros países essa média é de 66% a diferença entre o percentual mundial e do Brasil e de mais de 10%”, comenta.

Outro ponto que a pesquisa indicou é na questão de renda, sendo que quase 40% das entrevistadas relataram ter renda menor do que os homens e menos acesso a financiamento. “A gente parcelas da população de mulheres no campo que exerce funções muito semelhantes ou idênticas aos cargos dos homens e ganham bem menos”, diz Bialski.

A maioria das produtoras rurais entrevistas também relataram que é preciso alcançar mais equidade de gênero através de treinamento, educação acadêmica, apoio, comunicação e sensibilizar o público para a discriminação de gênero na agricultura.

Leia mais: 

>> Pesquisa em 17 países aponta barreiras para avanço das mulheres no agronegócio. No Brasil, 78% afirmam que existe discriminação

Por: Carla Mendes e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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