Investimento de R$ 160 mi na Agrivalle é o maior do Brasil já feito no setor de bioinsumos

Publicado em 24/07/2020 12:13 e atualizado em 24/07/2020 16:11
Fernando Sousa - Gerente de Marketing CasaBugre | Agrivalle
Investimento inicial de R$ 160 milhões é o maior do Brasil no setor; aporte será destinado ao aumento de capacidade produtiva, reforço do time, ampliação do acesso ao mercado e foco em projetos de inovação. Expectativa é de atingir R$ 1 bilhão de faturamento em cinco anos

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Entrevista com Fernando Sousa - Gerente de Marketing CasaBugre | Agrivalle sobre a Tarpon adquiriu o controle da Agrivalle

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A Tarpon adquiriu o controle da Agrivalle, uma das cinco maiores companhias do mercado brasileiro de biológicos. O investimento inicial é de R$ 160 milhões – maior aporte realizado no Brasil no segmento de bioinsumos.

Sediada em Salto (SP), a Agrivalle tem em seu portfólio todas as categorias de Bioinsumos:  biofertilizantes, bioestimulantes e controle biológico. Bioinsumos é o nome dado ao uso de elementos naturais da natureza para aumentar a produtividade e combater pragas e doenças. Além de ter um impacto sustentável para o meio ambiente, essa solução também tem se mostrado eficiente no controle de pragas. A Agrivalle possui portfólio para os diferentes estágios dos mais diversos cultivos: cereais, culturas perenes e hortifruti.

De acordo com Marcelo Lima, sócio da Tarpon, o investimento na Agrivalle está em linha com a estratégia de buscar oportunidades em negócios que apresentem soluções inovadoras para os setores de agronegócios e alimentos.

“A Agrivalle é um dos players líderes no Brasil, com capilaridade nacional e portfólio robusto em um setor que cresce em ritmo acelerado e vem ganhando market share. É a única empresa com presença em todo o universo de bioinsumos, pesquisa & desenvolvimento (P&D) e registro de produtos. Um ótimo negócio, gerador de caixa, que atua em multiculturas, multiprodutos e multigeografia, inclusive com presença no exterior. Além do mais, é um negócio com impacto sustentável positivo”, explica Lima.

Estima-se que o biocontrole representará entre 20% e 50% do mercado global de defensivos agrícolas. É um segmento que vem crescendo anualmente 33% nos últimos três anos e espera-se que o mercado multiplique por quatro vezes nos próximos 10 anos.

“Nosso investimento se soma ao Programa Nacional de Bioinsumos, recentemente lançado como um marco na terceira onda da agricultura brasileira, e tem como foco aumentar a capacidade produtiva da empresa, promover o reforço do time e ampliar o acesso ao mercado, bem como os projetos focados em inovação. Estudamos muito o segmento antes da tomada de decisão. E entendemos que há um alinhamento com os sócios da Agrivalle, no que diz respeito a propósitos e valores, bem como uma mentalidade empreendedora e associativa”, completa o executivo.

A Agrivalle tem uma cultura forte, centrada no produtor e com interesse genuíno no sucesso dos clientes, além de uma equipe de gestores com foco em resultados e metas. “Queremos buscar a liderança no Brasil e alcançar uma posição de destaque no mercado mundial”, reforça Lima. A expectativa é alcançar um faturamento de R$ 1 bilhão em cinco anos.

Outro fator que despertou a atenção da Tarpon é o histórico de pioneirismo da Agrivalle. "É uma companhia com sólida estratégia de diferenciação de produto, com foco em P&D. A Agrivalle tem nove dos 32 organismos registrados no Brasil e 10 processos de patente em andamento. Estas inovações serão capazes de impulsionar a produtividade de maneira sustentável, gerando mais eficiência, transparência e rastreabilidade para a cadeia de valor", ressalta Lima.

Com a aquisição, o papel da Tarpon será o de construir parcerias estratégicas e novos negócios, por intermédio do time que atuará na 10b Gestora de Recursos, nova gestora do ecossistema SK Tarpon em fase de credenciamento junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A partir do investimento, serão criados um Conselho de Administração composto por sócios de ambas empresas, e dois comitês (de Negócios e Estratégias, e de Inovação Digital e Gente). O executivo Antonio Maia ocupará a função de CEO da empresa.

Uma das novidades é a criação de novas estruturas (Comercial, Planejamento e Gente), além das células de gestão que já existiam (Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento, Finanças e Operações).

De acordo com o CEO da companhia, Antonio Maia, o foco de crescimento é o mercado brasileiro, mas também há boas oportunidades na América do Sul, nos Estados Unidos e na União Europeia. “Para suportar este desenvolvimento, novos investimentos em capacidade fabril permitirão aumentar em até oito vezes a produção atual. A ideia é investir cerca de 5% do faturamento anual em P&D e ficar atento às oportunidades de crescimento e acesso a novos mercados por meio de aquisições ou parcerias”, destaca Maia.

A Agrivalle apoia sua atuação em oito pilares: capacidade de conexão com cliente; serviços de assistência técnica, difusão de tecnologias e conhecimento; especialização na produção de bioinsumos; lançamentos de formulações complexas (mix de microrganismos); eficácia dos produtos; desenvolvimento de patentes; escala de produção e padrão de qualidade dos produtos; e um portfólio robusto e completo de soluções inovadoras.


Sobre a SK Tarpon e a gestora 10b

A Tarpon está evoluindo. A partir do aprendizado dos seus 18 anos de história, a gestora está em um processo de reorganização interna desde o começo do ano no caminho da criação de um ecossistema de novas gestoras, cada uma focada em um ramo de atuação diferente – é o ecossistema SK Tarpon. Dentre as novidades está a 10b Gestora de Recursos, nova gestora do ecossistema SK Tarpon em fase de credenciamento junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), que investirá em empresas públicas e privadas em diferentes estágios de desenvolvimento com soluções inovadoras para os setores de agronegócios e alimentos.  A 10b atuará em toda a cadeia de valor do AgFood (da porteira ao prato do consumidor). Outros investimentos que farão parte desse ecossistema da SK Tarpon são Kepler Weber, com foco no pós colheita, a maior empresa de armazenagem do Brasil, além de OnFarm e Ideagri, empresas de tecnologia com soluções inovadoras para a pecuária. O propósito da 10b é gerar rentabilidade para o produtor e, com inovação e tecnologia, aproximá-lo do consumidor, suprindo suas demandas por saudabilidade, sustentabilidade e assegurando um impacto positivo na sociedade e no ambiente.

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Por:
Aleksander Horta
Fonte:
Notícias Agrícolas

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