Fumaça ??? Bolsonaro não deixa por menos: "Países que nos criticam é porque já queimaram tudo!"

Publicado em 18/09/2020 15:46 e atualizado em 19/09/2020 05:17 1731 exibições
Tempo & Dinheiro - com João Batista Olivi
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Bolsonaro diz que não pode "sufocar" o agronegócio em troca de mais terras indígenas

BRASÍLIA, (Reuters) - Ao ser homenageado por representantes do agronegócio no Mato Grosso, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira, que não é possível sufocar o setor, que seria a garantia a segurança alimentar do país, para que se faça mais demarcações de terras indígenas.

Segundo Bolsonaro, o Brasil vem sofrendo críticas pelo que chamou de "alguns focos de incêndio" que acontecem ao longo dos anos, mas afirmou que isso é feito por concorrente comerciais do país.

"Para nossos concorrentes, quanto mais nos atacarem melhor", afirmou o presidente em discurso durante evento em Sinop.

Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que o Brasil é "um exemplo para o mundo" ressaltando que a matriz de energia é limpa e que "proporcionalmente ocupamos a menor área para agricultura ou pecuária do que qualquer outro país no mundo". Ele citou o grande potencial do Estado do Mato Grosso como produtor dizendo que o local é o "coração do Brasil". "Aqui é o local onde conseguiremos verdadeira independência, não só econômica, bem como também perante o mundo, que vai passar a nos respeitar."

O presidente recebeu nesta sexta-feira uma homenagem de representantes do agronegócio no município de Sinop, no Mato Grosso, e o título de cidadão sinopense, aprovado pela Câmara de Vereadores e entregue pelo governador Mauro Mendes (DEM). O presidente visitou ainda a usina de etanol de milho Inpasa.

O chefe do Executivo estava acompanhado dos ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Tarcísio Freitas (Infraestrutura), além do secretário Especial de Assuntos Fundiários do Mapa, Nabhan Garcia.

Agronegócio evitou que Brasil entrasse em colapso econômico, diz Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro voltou a enaltecer a participação do agronegócio na manutenção da economia brasileira durante o período da pandemia da covid-19. Ele participou nesta sexta-feira, 18, de evento em Sorriso (MT) para entrega de cerca de 1.800 títulos de propriedade rural a agricultores familiares. "O agronegócio em grande parte evitou que Brasil entrasse no colapso econômico e mais do que nos deu segurança alimentar, não só a 210 milhões de brasileiros bem como a mais de um bilhão de outras pessoas que vivem ao redor desse enorme mundo. Vocês estão de parabéns. Vocês são nosso orgulho", declarou.

Bolsonaro afirmou que o Estado de Mato Grosso foi um dos que não se "acovardou" e enfrentou o novo coronavírus. "O vírus, eu sempre disse, era uma realidade e tínhamos que enfrentá-lo, nada de se acovardar perante aquilo que não podemos fugir, essa região, esse Estado, agiu dessa maneira."

Mais uma vez, o presidente também fez críticas à política do "fica em casa" adotada no combate à pandemia. "Vocês não pararam durante a pandemia, vocês não entraram na conversinha mole de fica em casa a economia vemos depois, isso é para os fracos", disse.

Queimadas

Em seu discurso, ele não comentou sobre a situação das queimadas que assolam o Estado, principalmente na região do Pantanal. E, apesar das vaias direcionadas ao governador Mauro Mendes (DEM), Bolsonaro fez questão de cumprimentá-lo em sua fala. "Hoje nós vivemos numa política bastante saudável com o parlamento brasileiro, bem como com a maioria dos governadores, como nosso governador aqui de Mato Grosso", destacou.

Poderes

O presidente agradeceu o apoio popular ressaltando que é a base da harmonia no governo e dos poderes públicos. "Não tem nenhum Poder melhor que o outro, nenhum Poder superior a outro. Somos três poderes, independentes, e assim devemos continuar sendo. O apoio de vocês faz a diferença e faz com que possamos conviver em paz, liberdade e harmonia", disse.

Ele aproveitou para elogiar os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), que o acompanham nas agendas em Mato Grosso nesta sexta-feira. Também estavam no evento o secretário Especial de Assuntos Fundiários do Mapa, Nabhan Garcia, e parlamentares do Estado.

Balança do agronegócio tem superávit recorde de US$ 61,5 bi até agosto, diz CNA

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A balança comercial brasileira do agronegócio registrou superávit recorde de US$ 61,5 bilhões de janeiro a agosto de 2020. As exportações somaram, em receita, US$ 69,6 bilhões no acumulado dos oito primeiros meses deste ano, alta de 8,3% em relação ao mesmo período de 2019, e 152,4 milhões de toneladas em volume (aumento de 15,8%). Já as importações no período (US$ 8,1 bilhões) tiveram queda de 11,9% ante igual período de 2019.

Os dados foram divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base nas informações do Ministério da Economia.

Os produtos mais exportados foram: soja em grãos (US$ 25,7 bilhões); carne bovina in natura (US$ 4,8 bilhões); o açúcar de cana em bruto (US$ 4,2 bilhões); a celulose (US$ 4 bilhões) e farelo de soja (US$ 3,9 bilhões). Esses cinco produtos representaram 61,3% dos embarques totais no período.

Em contrapartida, foram destaque na importação no período: trigo (US$ 986,2 milhões); papel (US$ 442,5 milhões), álcool etílico (US$ 354,7 milhões) e malte (US$ 303,1 milhões).

A China foi o principal destino dos produtos brasileiros de janeiro a agosto, com receita de US$ 26,4 bilhões e uma parcela de 38% das exportações. O segundo mercado foi a União Europeia, que respondeu por 16% dos embarques do agro, que somaram US$ 11,3 bilhões. As vendas para os Estados Unidos foram de US$ 4,2 bilhões, fatia de 6,1% do total. Japão e Hong Kong completam a lista dos principais consumidores no acumulado de 2020.

Agosto

No desempenho mensal, as exportações em agosto totalizaram US$ 8,9 bilhões, fechando o mês com saldo positivo de US$ 8 bilhões, aumento de 7,8% em relação a agosto de 2019. Em volume, o total embarcado foi de 22,2 milhões de toneladas, variação de 15,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os principais produtos exportados no mês foram a soja em grãos (US$ 2,2 bilhões), o milho (US$ 1 bilhão) o açúcar de cana em bruto (US$ 824,3 milhões), a carne bovina in natura (US$ 654,2 milhões) e o farelo de soja (US$ 497 milhões), que tiveram participação de 58,7% do total das vendas externas no mês. China, União Europeia, Estados Unidos, Coreia do Sul e Tailândia foram os principais destinos dos produtos do agro brasileiro.

A CNA também analisou o comércio de alguns produtos que fazem parte do escopo do projeto Agro.BR, desenvolvido em parceria com a Apex Brasil para estimular a inserção de pequenos e médios produtores rurais no mercado internacional. Destaque para chá, mate e especiarias, frutas, lácteos, pescados e produtos apícolas.

 

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Noticias Agricolas

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