Calorão e atraso nas chuvas pressionam safrinha de milho; janela começa a estreitar (mas economia respira)

Publicado em 25/09/2020 15:03 e atualizado em 26/09/2020 04:19 1706 exibições
Tempo & Dinheiro - com João Batista Olivi

Intenção de consumo sobe 1,3% em setembro, após 5 meses em queda, revela CNC

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A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cresceu 1,3% em setembro ante agosto, para 67,6 pontos, a primeira alta após cinco meses seguidos de quedas, informou nesta sexta-feira a entidade. O ICF de setembro ficou 26,9% abaixo do registrado em igual mês de 2019 - é o menor nível para um mês de setembro desde o início da série histórica do indicador, em janeiro de 2010.

Segundo a CNC, a alta na passagem de agosto para setembro seria uma reposta à reabertura gradual do comércio. Nas avaliações sobre o curto prazo, o único componente do ICF relativo ao momento atual que apresentou retração foi o relacionado à renda (-1,1%).

O subíndice que mede a satisfação dos consumidores com relação ao emprego voltou a registrar crescimento (+0,3%), após cinco quedas seguidas, e fechou o mês como o item de pontuação mais elevada (85,7 pontos). Na esteira do aumento do componente Emprego Atual, o subíndice que avalia a perspectiva profissional dos brasileiros apresentou o maior crescimento mensal em setembro (+5,9%), chegando a 75,2 pontos.

"Esses fatores revelam que a percepção mais favorável do mercado de trabalho atual já se reflete positivamente e de forma mais intensa nas perspectivas em relação ao futuro profissional para os próximos seis meses", diz nota divulgada pela CNC.

Em relação às condições de consumo, o subíndice Consumo Atual voltou a apresentar crescimento (+1,6%) após cinco quedas consecutivas, chegando a 50,7 pontos. O item Acesso ao Crédito registrou aumento mensal de 0,8%, depois de quatro recuos seguidos, para 81,1 pontos.

Com avanço de 3,2% ante agosto, o componente Momento para Duráveis registrou em setembro a segunda alta consecutiva. Só que o nível desse subíndice (42,3 pontos) é o mais baixo de todos os componentes do ICF de setembro, informou a CNC.

Carteira de crédito em agosto deve subir 11,6% ante um ano, prevê Febraban

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O saldo consolidado do crédito em agosto deverá apresentar alta mensal de 1,5%, e de 11,6% na relação anual, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 25, pela Federação Brasileira dos Bancos, a Febraban. Se os dados forem confirmados pelos números oficiais do Banco Central (BC), que serão divulgados na próxima segunda-feira, dia 28, essa será a maior taxa desde novembro de 2014 (11,7%), reforçando os sinais de retomada da economia.

"As estimativas de nossa pesquisa, se confirmadas, mostrarão uma retomada mais consistente da atividade econômica e do consumo das famílias. Também reforçam mais uma vez o papel que o sistema financeiro tem desempenhado durante a crise da Covid-19, sempre buscando mitigar os impactos negativos da pandemia", afirma o presidente da Febraban, Isaac Sidney, em nota.

Segundo a Febraban, o saldo total de crédito deve seguir com a expansão de dois dígitos pelo segundo mês consecutivo, mostrando aceleração em relação ao crescimento registrado em julho (11,3%)

O levantamento mostra que em volume, o estoque de crédito deve subir para R$ 3,72 trilhões, equivalente a cerca de 52% do PIB, maior proporção em relação ao Produto Interno Bruto brasileiro desde o primeiro semestre de 2016.

Demanda por energia elétrica em outubro deve voltar a níveis de 2019, diz ONS

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SÃO PAULO (Reuters) - A demanda por eletricidade no Brasil deve ter em outubro níveis muito próximos aos registrados no mesmo mês do ano passado, em recuperação para patamares vistos antes da pandemia de coronavírus, projetou nesta sexta-feira o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O órgão estimou que a carga de energia do sistema interligado do país deve alcançar 69.537 megawatts médios no próximo mês, com avanço de 0,1% na comparação ano a ano, influenciada por significativa expansão de 7,2% na região Norte.

O Sul também teria alta, de 0,2%, enquanto o Sudeste, principal centro de consumo, veria uma retração de 0,6% em comparação com agosto passado.

O pior desempenho é esperado no Nordeste, com recuo de 1,4% frente ao mesmo mês de 2019, segundo boletim do ONS.

As perspectivas do ONS para outubro são menos positivas do que as apresentadas neste mês-- até sexta-feira passada, o ONS previa um aumento de 3,4% na carga do sistema interligado em setembro ante mesmo mês do ano anterior.

Segundo números prévios da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo neste mês apresentava alta de 2,5% em comparação anual até o final da primeira quinzena.

Ainda assim, as projeções seguem apontando recuperação da carga para níveis pré-pandemia, após forte deterioração da demanda vista a partir dos meses iniciais de impacto da Covid-19 no país.

Em abril, primeiro mês inteiramente sob efeitos de quarentenas adotadas por governos estaduais e prefeituras para conter a disseminação do vírus, a carga de energia do Brasil chegou a desabar 12% na comparação anual, enquanto em maio a queda foi de 10%.

CHUVAS

O ONS também projetou que chuvas na região das hidrelétricas, principal fonte de geração do Brasil, deverão ter um outubro significativamente abaixo da média de longo prazo para o período.

No Sudeste, que concentra os maiores reservatórios, as precipitações estão estimadas em 68% da média, enquanto no Nordeste, o segundo em volume de represas, elas chegariam a 58% da média.

No Sul, que enfrentou longa seca recente, a previsão é de chuvas em 61% da média em outubro.

Com isso, o nível de armazenamento nas hidrelétricas do Sudeste deve encerrar outubro em cerca de 28%, contra 34,7% atualmente, enquanto no Nordeste o volume nos reservatórios deve cair para 49,8%, de 67,8% atuais.

(Por Luciano Costa; edição de Nayara Figueiredo)

Temores sobre vírus levam ações a pior semana desde junho

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Por Sruthi Shankar

(Reuters) - As ações europeias registraram sua pior queda semanal desde meados de junho nesta sexta-feira, refletindo temores dos investidores de que uma segunda onda de infecções por coronavírus prejudique a recuperação econômica, enquanto as ações bancárias registraram uma mínima histórica.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,15%, a 1.380 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,1%, a 356 pontos.

O índice de referência não acompanhou ganhos em Wall Street depois de sinais de que os parlamentares norte-americanos estavam fazendo progresso nas negociações de um pacote de estímulo de 2,2 trilhões de dólares que poderia ser votado na próxima semana.

O STOXX 600 caiu 3,6% em uma semana dominada por preocupações sobre novas restrições ligadas ao coronavírus na Europa, uma recuperação vacilante das gigantes de tecnologia de Wall Street e dados econômicos preocupantes de ambos os lados do Atlântico.

A França e o Reino Unido estabeleceram novos recordes de infecções diárias por Covid-19 na quinta-feira, enquanto o governo espanhol recomendou a reimposição de um bloqueio parcial em toda a cidade de Madri depois que o país ultrapassou 700 mil casos da doença, o maior número na Europa Ocidental.

"Novas restrições na Europa, menos apoio fiscal, enfraquecimento do impulso de liquidez e o risco eleitoral devem pesar sobre a atividade no quarto trimestre", escreveram estrategistas de ações europeias do Barclays em nota.

Os bancos europeus recuaram a nova mínima recorde, com os investidores evitando o setor atingido por uma mistura de custos de empréstimos globais mais baixos, salto nos empréstimos inadimplentes devido à desaceleração econômica e escândalos de corrupção que o tornaram o setor o de pior desempenho esta semana.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,34%, a 5.842 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,09%, a 12.469 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,69%, a 4.729 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,10%, a 18.698 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,23%, a 6.628 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,33%, a 3.995 pontos.

Tecnologia ampara alta em Wall St em meio a crescente temor sobre coronavírus

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Por Devik Jain

(Reuters) - Os principais índices de Wall Street subiam nesta sexta-feira, puxados por ações relacionadas a tecnologia, mas ainda caminhavam para confirmar sua mais longa sequência de perdas semanais em um ano, já que temores sobre o impacto do coronavírus na economia pesavam sobre o sentimento de investidores.

Ações de "megacaps" de tecnologia --incluindo Facebook Inc, Alphabet Inc, Amazon.com Inc, Apple Inc e Netflix Inc, consideradas ativos relativamente seguros em um momento de incerteza econômica-- subiam entre 0,4% e 1,9%.

O índice de tecnologia da informação saltava mais 1,2%, após apresentar desempenho superior na maior parte da semana, com investidores abandonando as ações vinculadas a valor --cujos preços parecem abaixo do sugerido pelos fundamentos das companhias-- em face da deterioração dos dados econômicos.

"Estamos em baixa há vários dias e o mercado está em busca de oportunidades de compra", disse Barry James, gestor de portfólio da James Investment Research em Ohio.

Todos os três principais índices de ações dos EUA estão em curso de sua quarta semana consecutiva de quedas --a mais longa sequência do tipo desde agosto de 2019.

A volatilidade disparou, à medida que investidores buscam clareza sobre mais estímulos vindos do Congresso antes da eleição presidencial de 3 de novembro.

Às 13:29 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,19%, a 26.865 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,622807%, a 3.267 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 1,21%, a 10.802 pontos.

O índice S&P para o setor industrial aumentava 0,8%, depois de dados mostrarem que os novos pedidos de bens de capital feitos nos EUA aumentaram em agosto, enquanto uma queda de 0,7% nas ações de energia colocava o segmento a caminho de uma de suas piores semanas desde o colapso do mercado causado em março e causado pelo coronavírus.

Boeing Co ganhava 3,6%, depois de o principal regulador de segurança da aviação da Europa dizer que o 737 MAX --que está proibido de voar-- poderia receber aprovação regulamentar para retomar voos em novembro e entrar em serviço no final do ano.

Governo libera entrada de estrangeiros por via aérea em todo o país

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BRASÍLIA (Reuters) - O governo do presidente Jair Bolsonaro decidiu liberar a entrada no país de estrangeiros por via aérea em todos os aeroportos brasileiros, segundo publicação em edição extra do Diário Oficial da União na noite de quinta-feira, mas manteve restrições a entradas por vias terrestres e aquaviárias em razão da pandemia do Covid-19.

"As restrições de que trata esta portaria não impedem a entrada de estrangeiros no país por via aérea, desde que obedecidos os requisitos migratórios adequados à sua condição, inclusive o de portar visto de entrada, quando este for exigido pelo ordenamento jurídico brasileiro", informou o texto.

A portaria prevê ainda que o passageiro estrangeiro em viagem de visita ao país de curta duração, de até 90 dias, deverá apresentar à companhia aérea, antes do embarque, comprovante de aquisição de seguro válido no Brasil e com cobertura para todo o período da viagem.

Em março, o governo havia decidido fechar todas as fronteiras aéreas do país, mas nos dois últimos meses começou a liberar parcialmente a entrada de estrangeiros por essas vias, mantendo restrições em alguns Estados.

A portaria, que segue recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), manteve restrições para entrada de estrangeiros via terrestre e aquática, exceto algumas exceções --como, por exemplo, para imigrantes com residência permanente ou por prazo determinado no país, profissional em missão de organismo internacional, passageiros em trânsito que não deixarem a área internacional do aeroporto e estrangeiros que tenham cônjuge, companheiro ou filho brasileiro.

O Brasil é o segundo país do mundo em número de mortes causadas pela Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país tem quase 140 mil óbitos.

(Reportagem de Ricardo Brito)

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Fonte:
NotíciasAgrícolas/EstadãoReuters

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