Vem mais chuva por aí ... outra frente entrará no sábado; a economia reage com mais empregos

Publicado em 26/11/2020 15:31 2615 exibições
Tempo & Dinheiro - com João Batista Olivi
Assista à íntegra do Tempo&Dinheiro desta quinta-feira, 26/novenbro/20, com apresentação de João Batista Olivi

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de tempestade para todo o Rio Grande do Sul e áreas de Santa Catarina, válido para as próximas 24 horas.

"Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h), e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos", destaca comunicado. 

A tendência é de chuvas intensas até sexta-feira (27) em toda a região Sul. Para as demais áreas do Brasil o Inmet segue indicando tempo seco e temperaturas elevadas. Áreas do Mato Grosso e Goiás podem registrar chuvas pontuais e sem volumes expressivos nas próximas 24 horas. Segundo a Climatempo, uma massa de ar quente e mais seco predomina sobre a região e impede a formação de grandes instabilidades em toda área. 

As condições são favoráveis para queda na umidade relativa do ar que podem ficar abaixo de 30% no Mato Grosso do Sul, parte do Mato Grosso, Brasília e Goiás.

Veja o mapa de previsão de precipitação para todo o país nas próximas 93 horas: 

93 horas - Inmet - 2611
Fonte: Inmet 

Brasil supera expectativas com abertura recorde de 394.989 vagas formais de trabalho em outubro

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BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil abriu 394.989 vagas formais de trabalho em outubro, melhor resultado mensal da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciada em 1992, num desempenho atribuído pelo Ministério da Economia à força da retomada econômica, mas fortemente amparado por programa de manutenção de empregos que já consumiu mais de 30 bilhões de reais da União.

O dado veio bem melhor que a criação líquida de 233.500 postos projetada por analistas em pesquisa Reuters, e levou o acumulado dos dez primeiros meses do ano a uma perda líquida de 171.139 vagas.

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, é possível inclusive que o país chegue ao final de 2020 sem perda de empregos formais, mesmo em meio à gravidade da crise desencadeada pelo coronavírus e que deverá levar o Brasil a sua maior retração econômica já registrada.

"Se terminarmos o ano com zero de perda de empregos no mercado formal, terá sido um ano histórico para a economia brasileira", disse o ministro.

Em coletiva de imprensa, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, reconheceu que o mês de dezembro é tradicionalmente marcado por fechamento expressivo de vagas formais de trabalho, mas ressaltou que o benefício concedido pelo governo para preservação de empregos continuará vigente, o que pode afetar positivamente o resultado do mês.

De acordo com Bianco, isso dá sustentação à "grande chance de número neutro (no acumulado) até o fim do ano".

O secretário do Trabalho, Bruno Dalcolmo, ressaltou que a expectativa é que o programa continue contribuindo para manter os postos "muito após dezembro", já que sua única exigência é que o trabalhador tenha garantia provisória no emprego pelo mesmo tempo que teve seu contrato suspenso ou reduzido.

DETALHAMENTO DO MÊS

Outubro foi o quarto mês consecutivo de criação de postos formais, após perdas registradas de março a junho e concentradas principalmente no mês de abril, quando houve encerramento de 942.774 vagas.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em outubro, indicam que a taxa de desemprego no país, que abarca também o trabalho informal, alcançou recorde de 14,4% nos três meses até agosto.

De acordo com o ministério, dos cinco grupos de atividades econômicas, quatro tiveram performance positiva no Caged em outubro, com destaque para serviços, com abertura de 156.766 novas vagas.

Aparecem em seguida os setores do comércio (+115.647), indústria (+86.426) e construção (+36.296). Na agricultura, foram perdidos 120 postos no período.

Os dados do Caged têm sido ajudados pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que permite redução temporária de salário e jornada ou a suspensão do contrato de trabalho, com o pagamento de compensação parcial pelo governo aos trabalhadores.

Ao lançá-lo, o governo buscou evitar demissões em massa com a paralisação da economia por conta das medidas de distanciamento social. Diante dos resultados obtidos, o governo acabou renovando sucessivamente sua extensão até prorrogá-lo a 31 de dezembro.

Esse benefício, batizado de BEM, corresponde a uma parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito em caso de demissão. Hoje, o seguro desemprego varia de um salário mínimo (1.045 reais) a 1.813,03 reais.

Em site sobre a iniciativa, o governo informa que o BEM permitiu mais de 19,7 milhões de acordos entre empregados e empregadores no Brasil até agora, contemplando 9,8 milhões de trabalhadores.

Até agora, o governo já gastou 30,7 bilhões de reais com o programa, sendo que seu orçamento total é de 51,6 bilhões de reais.

Déficit primário vem melhor que o esperado em outubro, Tesouro renova apelo por reformas

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BRASÍLIA (Reuters) - O governo central, formado por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um déficit primário de 3,6 bilhões de reais em outubro, melhor que o esperado, num mês em que o recolhimento de parte dos impostos que foram diferidos no início da pandemia deu um reforço importante na frente das receitas.

Em pesquisa Reuters, a projeção era de um déficit de 19,15 bilhões de reais no mês.

Em relatório sobre os dados nesta quinta-feira, o Tesouro voltou a falar sobre a importância da agenda de reformas, destacando que "as próximas quatro semanas serão definitivas para o rumo das contas públicas nos próximos cinco ou dez anos".

Em outubro, a receita líquida teve um aumento real de 9,8% em outubro sobre um ano antes, a 133,1 bilhões de reais, sob a influência principalmente da alta observada nas receitas administradas pela Receita Federal (+14,8%), além da arrecadação líquida para o Regime de Previdência Social (+17,6%).

As despesas, por sua vez, seguiram em trajetória de forte expansão por conta dos gastos do governo com o enfrentamento à pandemia de Covid-19. A elevação, também em termos reais, foi de 21,8%, a 136,7 bilhões de reais.

Nesse caso, o principal fator a pesar nos gastos foi o auxílio emergencial, que respondeu sozinho por uma conta de 21 bilhões de reais. No acumulado de janeiro a outubro, o rombo nas contas públicas foi de 681 bilhões de reais, contra 63,9 bilhões de reais em igual etapa de 2019.

Em sumário executivo, o Tesouro afirmou que para o período a estimativa é de um diferimento líquido de receitas --diferimento de tributos menos recolhimento de parcelas diferidas-- de 48 bilhões de reais, dos quais cerca de 16,3 bilhões de reais foram revertidos em outubro.

"Há previsão de que haja novas reversões em novembro", disse.

Em 12 meses, o déficit primário é de 725,6 bilhões de reais, sendo que, para o ano, o Ministério da Economia previu nesta semana que ele ficará na marca histórica de 844,3 bilhões de reais, ou 11,7% do PIB, considerando uma retração da economia de 4,5%. Em função do estado de calamidade pública, o governo não precisará cumprir em 2020 a meta de déficit primário, de 124,1 bilhões de reais.

SEMANAS DECISIVAS

O Tesouro voltou a fazer um apelo por disciplina fiscal em seu sumário, pontuando ser necessário que os gastos temporários por conta da crise não transbordem para 2021.

Além disso, o órgão frisou a necessidade de restabelecimento das discussões sobre avanços na agenda fiscal e de produtividade, com uma pauta focada, ainda em 2020, nas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) do Pacto Federativo, Emergencial e dos Fundos.

Em termos gerais, as propostas reúnem mecanismos de controle das despesas, ao mesmo tempo em que propõem a desvinculação de alguns gastos.

"Somente desta forma, a retomada do crescimento observada neste segundo semestre de 2020 e esperada para 2021 poderá se traduzir em avanço sustentável para 2022 em diante, baseado nos investimentos privados, que são geradores de emprego e renda", disse o Tesouro.

"Sem reformas estruturais e com desgaste das regras fiscais, o cenário é oposto a este, com alta do juro e baixo crescimento", acrescentou.

Em linha com falas recentes do secretário do Tesouro, Bruno Funchal, o sumário também sublinhou a inexistência de espaço para medidas que dificultem o processo de consolidação fiscal e fragilizem a regra do teto de gastos.

Guedes rebate críticas e reage a presidente do BC

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SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, rebateu na noite de quarta-feira críticas de que falta à equipe econômica uma estratégia clara, respondendo ainda ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em entrevista na sede do ministério.

Guedes relatou uma série de medidas já tomadas e disse haver "falsas narrativas" contra ele, rechaçando ainda estar "desacreditado".

"O presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, peça a ele qual o plano dele. Pergunta qual o plano dele para recuperar a credibilidade. O plano nós já sabemos qual é, nós já temos", disse Guedes em entrevista a jornalistas.

"Agora, quem estiver sentindo falta de um plano econômico quinquenal, dá um pulinho ali na Venezuela, na Argentina. Ali está cheio de plano. O nosso plano é transformar a economia brasileira numa economia de mercado", disse ele.

Mais cedo no dia, Campos Neto havia afirmado que "é importante agora passar uma mensagem ... que vamos trilhar esse caminho da disciplina fiscal e aí a gente vai ver movimento de credibilidade voltando, um movimento de prêmio de risco recuperando, isso tende a ter um efeito na moeda também".

"Ponto superimportante, talvez ponto chave, é conquistar credibilidade com continuação das reformas e com plano que indique clara percepção para investidores que país está preocupado com trajetória da dívida", afirmou o presidente do BC.

Questionado se estaria desacreditado, Guedes recomendou aos jornalistas que "olhem os fatos, olhem o que foi feito antes", e citou a reforma da Previdência, a redução da taxa de juros e a economia obtida com o congelamento dos salários do funcionalismo.

"Estamos fazendo coisas importantes. Mercado faz novas altas todos os dias, mostrando que há confiança na política econômica brasileira", afirmou.

O ministro reiterou que a economia está voltando em V e disse que a criação de empregos está se acelerando e as reformas, avançando.

"Senado aprovou Banco Central independente, agora Senado dá um passo importante com a Lei de Falências, ou seja, são reformas extraordinariamente importantes", afirmou.

Deral mantém estimativa para soja do Paraná e diz que será difícil repetir 19/20

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SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja do Paraná 2020/21 foi estimada nesta quinta-feira em 20,47 milhões de toneladas, praticamente estável ante a projeção de outubro, com técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral) confirmando que dificilmente a produção recorde de 2019/20 vai se repetir, pois mais umidade é necessária.

"As chuvas nas últimas semanas, em novembro e parte de outubro, possibilitam o avanço no plantio e deram condições para praticamente encerrar (a semeadura). Mas, segundo os técnicos, ainda não são suficientes para dizer que pode garantir a safra. Ainda temos que torcer para melhor regularidade no regime de chuvas", disse o economista do Deral Marcelo Garrido.

Conforme a meteorologia, há a expectativa de maior umidade chegando ao Estado na semana que vem.

A previsão de safra do Deral aponta ainda uma queda de 1% ante a safra colhida no ano passado.

Após um atraso inicial, o plantio de soja está praticamente concluído no segundo produtor de soja do Brasil atrás apenas de Mato Grosso, informou mais cedo nesta semana o órgão estadual.

Mas agora 4% da área está em condições ruins, ante 3% na semana anterior, embora tenha havido uma alta de dois pontos percentuais das áreas em situação "boa" ante a semana passada, para 72% --o restante foi avaliado como "média".

"Os produtores e técnicos falam que dificilmente teremos repetição da safra do ano passado, provavelmente isso não aconteça. Mas pode ser, se o clima contribuir, que tenhamos uma safra boa, com bom volume, dentro daquele intervalo que trabalhamos de produtividade inicial", disse.

No mesmo período do ano passado, também havia 4% da área em condição ruim, mas o percentual em boa situação era maior, de 77%.

A estimativa da primeira safra de milho foi reduzida levemente, para 3,39 milhões de toneladas, ante 3,46 milhões em outubro, versus 3,56 milhões em 2019/20.

A safra de trigo do Paraná deste ano foi ajustada para 3,05 milhões de toneladas, ante 3,13 milhões de toneladas na previsão de outubro, mas um salto de 43% ante 2019, quando a colheita foi atingida por intempéries climáticas no principal produtor brasileiro do cereal.

Já a segunda safra de milho 2019/20 foi projetada em 11,66 milhões de toneladas, estável ante previsão de outubro, mas uma queda de 12% na comparação anual.

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Notícias Agrícolas

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