Corrida mundial pela vacinação -- os 1.os ganharão o "pote de ouro", muito dinheiro injetado na economia

Publicado em 02/12/2020 15:13 1212 exibições
Tempo & Dinheiro - Com João Batista Olivi
Assista a íntegra do Tempo&Dinheiro desta quarta-feira, 2 de dezembro/20, com apresentação de João Batista Olivi

Avanço de índice britânico com aprovação de vacina no Reino Unido tira papéis europeus das mínimas

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(Reuters) - As ações europeias devolveram as perdas da sessão e encerraram estáveis nesta quarta-feira, com um aumento de mais de 1% entre as blue-chips de Londres depois que o Reino Unido tornou-se o primeiro país a aprovar a vacina contra a Covid-19 produzida pela Pfizer e BioNtech.

O índice FTSE 100 de Londres superou a maioria dos pares regionais, depois que o Reino Unido informou que a vacina será aplicada a partir da próxima semana.

A BioNTech enviará a vacina contra Covid-19 que desenvolveu com a Pfizer por balsa ou avião ao Reino Unido em caixas com temperatura controlada, disse nesta quarta-feira um alto executivo da empresa, que se prepara para entregar as doses nos próximos dias.

Ibovespa supera 112 mil pontos pela 1ª vez desde fevereiro

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SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa voltava a trabalhar no campo positivo na tarde desta quarta-feira, superando os 112 mil pontos no melhor momento pela primeira vez desde fevereiro, alinhado a reação em Wall St, com o otimismo em torno de uma vacina contra o coronavírus prevalecendo sobre movimentos de realização de lucros.

Às 14:43, o Ibovespa subia 0,29%, a 111.719,77 pontos, tendo chegado a 112.315,42 pontos na máxima até o momento e recuado a 110.579,16 pontos na mínima.

O volume financeiro somava 20,5 bilhões de reais.

O Reino Unido aprovou nesta quarta-feira a vacina contra Covid-19 desenvolvida por Pfizer e a BioNTech, saindo na frente dos EUA e da União Europeia e se tornando o primeiro país ocidental a aprovar um imunizante que pode começar a ser aplicado a mais vulneráveis na semana que vem.

Em paralelo, unidade portuguesa da Pfizer disse que a farmacêutica pode distribuir sua vacina no país ibérico três dias depois de a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) conceder sua aprovação.

Nos Estados Unidos, onde os pregões também começaram a sessão refletindo ajustes de baixas após fechamentos recordes na terça-feira, o S&P 500 passava a flertar com o sinal positivo, mesmo após dados aquém do esperado sobre a criação de vagas de trabalho no setor privado.

Para agentes financeiros, os números da ADP podem reforçar a defesa para novos estímulos econômicos nos EUA em resposta aos efeitos da pandemia.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que o presidente Donald Trump apoiou uma proposta de alívio ao coronavírus apresentada pelo líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, depois que ele rejeitou na terça-feira um pacote bipartidário de 908 bilhões de dólares.

EUA correm para obter vacina contra Covid-19, mas Reino Unido sai na frente

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(Reuters) - O Reino Unido passou na frente dos Estados Unidos ao aprovar a vacina contra Covid-19 da Pfizer nesta quarta-feira, intensificando a vigilância sobre órgãos reguladores norte-americanos enquanto eles estudam se concedem uma autorização de uso emergencial no país que é líder mundial de infecções de coronavírus.

Um dia depois de autoridades de saúde de alto escalão dos EUA anunciarem planos para começar a vacinar sua população já em meados de dezembro, órgãos reguladores britânicos concederam uma autorização de uso emergencial para a vacina desenvolvida pela Pfizer com a alemã BioNTech.

O doutor José Romero, chefe do Comitê de Aconselhamento de Práticas de Imunização do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, disse que autoridades norte-americanas observarão atentamente para ver se podem aprender com a experiência britânica com uma vacina que exige refrigeração extrema.

"Estou pessoalmente interessado em ver o quão bem eles conseguem dar conta e como seus sistemas de transporte, as bandejas de gelo seco que contêm a vacina, funcionam no mundo real", disse Romero à CNN.

Uma comissão de conselheiros externos da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) se reunirá em 10 de dezembro para debater se recomenda uma autorização de uso emergencial da vacina da Pfizer. A candidata a vacina da Moderna deve ser analisada uma semana mais tarde, e outras estão em desenvolvimento.

Embora algumas autoridades de saúde dos EUA tenham mencionado um cronograma que supõe que uma autorização da FDA virá dias depois da reunião de 10 de dezembro, o chefe do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA, doutor Peter Marks, disse a grupos de defesa de pacientes na semana passada que isso pode demorar de "alguns dias a algumas semanas".

Portugal pode receber vacina contra Covid-19 3 dias após aprovação da UE, diz Pfizer

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LISBOA (Reuters) - A unidade portuguesa da Pfizer disse nesta quarta-feira que a farmacêutica pode distribuir sua vacina contra Covid-19 no país ibérico três dias depois de a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) conceder sua aprovação.

"Uma vez aprovada, e uma vez que saibamos... onde as vacinas devem ser entregues, levaremos as vacinas a estes lugares em um máximo de três dias", disse Susana Marques, diretora médica da Pfizer Portugal, à televisão RTP.

Na terça-feira, a EMA disse que pode completar suas análises de candidatas a vacinas até 29 de dezembro se farmacêuticas como a Pfizer tiverem lhe fornecido dados suficientes.

A ministra da Saúde de Portugal, Marta Temido, disse no mês passado que espera que o país esteja pronto para começar a distribuir vacinas já em janeiro.

O governo deve anunciar sua estratégia de vacinação na quinta-feira. Um grupo de especialistas decidirá quais grupos deverão receber primeiro a vacina e também analisará a logística da distribuição, do transporte ao armazenamento.

O Ministério da Saúde disse que o país de cerca de 10 milhões de habitantes tem contratos para comprar 22 milhões de doses de vacinas, sem especificar de quais ou quantos fabricantes.

Putin ordena que Rússia inicie vacinação em massa contra Covid-19

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MOSCOU (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta quarta-feira que as autoridades russas iniciem vacinações voluntárias em massa contra a Covid-19 na semana que vem, e o país registrou 589 mortes diárias novas de coronavírus.

A Rússia terá produzido 2 milhões de doses de vacina nos próximos dias, segundo Putin. No mês passado, o país disse que sua vacina Sputnik V tem 92% de eficácia na proteção contra a Covid-19, de acordo com resultados preliminares.

"Vamos concordar nisto: você não me dará notícias na semana que vem, mas iniciará uma vacinação em massa... vamos nos pôr a trabalhar já", disse Putin à vice-primeira-ministra, Tatiana Golikova.

Golikova disse que uma vacinação em larga escala poderia começar em dezembro de forma voluntária.

O aumento de infecções desacelerou desde que atingiu um novo pico no dia 27 de novembro, e 25.345 casos novos foram relatados nesta quarta-feira. A Rússia resistiu a impor lockdowns durante a segunda onda do vírus, preferindo restrições regionais específicas.

Somando 2.347.401 infecções, a Rússia tem o quarto maior número de casos de Covid-19 do mundo, ficando atrás de Estados Unidos, Índia e Brasil, e acumula 41.053 mortes relacionadas à doença desde o início da pandemia.

Mais cedo, o Kremlin garantiu que os russos serão os primeiros a serem vacinados, e Moscou também debate acordos de suprimento com outros países.

"A prioridade absoluta são os russos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. "A produção dentro da Rússia, que já está sendo desenvolvida, atenderá as necessidades dos russos."

Autoridades de São Petersburgo, que relatou 3.684 infecções novas nesta quarta-feira, ordenaram que bares e restaurantes fechem entre 30 de dezembro e 3 de janeiro para combater o aumento de casos locais, relatou a agência de notícias RIA.

Museus, teatros e casas de espetáculo ficarão fechadas ao público na cidade de mais de 5 milhões de habitantes durante o período de comemoração do Ano Novo na Rússia, entre 30 de dezembro e 10 de janeiro.

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Notícias Agrícolas

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